• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

Guerra no Oriente Médio pode atrasar queda da Selic? Alta do petróleo reacende debate, diz Marília Fontes

Escalada do conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos eleva preços do petróleo, aumenta o prêmio de risco global e faz mercado rever apostas sobre cortes de juros no Brasil

Por Isabela Ortiz

05/03/2026 | 13:26 Atualização: 05/03/2026 | 13:26

Alta do petróleo provocada pela escalada das tensões no Oriente Médio reacendeu entre investidores o debate sobre inflação e o ritmo de queda dos juros no Brasil. (Foto: Adobe Stock)
Alta do petróleo provocada pela escalada das tensões no Oriente Médio reacendeu entre investidores o debate sobre inflação e o ritmo de queda dos juros no Brasil. (Foto: Adobe Stock)

A escalada das tensões no Oriente Médio voltou a colocar os mercados financeiros em estado de alerta e reacendeu as dúvidas sobre o futuro da taxa básica de juros. Para a analista Marília Fontes, sócia fundadora da Nord Investimentos, o aumento da incerteza geopolítica já começa a afetar as expectativas do mercado, especialmente por causa do impacto potencial do petróleo sobre a inflação.

Leia mais:
  • “Da Conta Delas” estreia com debate sobre dinheiro, autonomia e os tabus que cercam as mulheres
  • Dinheiro é poder: especialistas explicam como a autonomia financeira amplia a liberdade das mulheres
  • Guerra no Oriente Médio muda rumo do dólar e pressiona o Brasil; cotação pode chegar a R$ 5,50
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Segundo ela, o conflito, que já entra no sexto dia, elevou rapidamente o nível de preocupação entre investidores globais. “Com o Irã demonstrando resistência aos ataques coordenados de Israel e Estados Unidos“, os mercados costumam reagir de forma quase imediata, explica a especialista.

“O risco de interrupções no fluxo de petróleo, incluindo ameaças ao Estreito de Ormuz, provocou um choque imediato nos mercados de energia”, diz Fontes.

Esse corredor marítimo é particularmente sensível. Cerca de 20% de todo o petróleo transportado por via marítima no mundo passa pela região, o que faz com que qualquer ameaça logística ali tenha impacto direto nos preços da commodity.

De acordo com a analista, quando episódios dessa natureza acontecem, o comportamento do mercado segue um padrão conhecido. “Quando um evento desse tipo acontece, os mercados reagem rapidamente, tentando antecipar suas possíveis consequências. O resultado costuma ser um aumento generalizado do prêmio de risco”, explica.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Essa reação ficou evidente já nas primeiras sessões após o agravamento do conflito. Bolsas globais recuaram, commodities energéticas dispararam e ativos considerados proteção ganharam força. Nos EUA, por exemplo, os futuros do S&P 500 chegaram a cair cerca de 1,4% no início da semana, enquanto o Dow Jones perdeu mais de 600 pontos intraday, refletindo o aumento da incerteza geopolítica.

Mas o movimento mais relevante ocorreu no mercado de energia. O petróleo Brent saltou rapidamente para a faixa de US$ 80 a US$ 85 por barril, após ter sido negociado próximo de US$ 70 poucos dias antes. A alta refletiu o temor de interrupções logísticas no Estreito de Ormuz e reacendeu um debate sobre o risco de um novo ciclo inflacionário.

Isso pode trazer a inflação de volta e atrasar a queda dos juros?

A preocupação se explica pelo efeito em cadeia que a energia costuma provocar na economia. Quando o petróleo sobe de forma rápida, o impacto tende a se espalhar por diversos setores – do transporte aos alimentos, passando por fertilizantes e custos industriais.

“Quando o preço da energia sobe rapidamente, existe sempre a possibilidade de contaminação ao longo das cadeias produtivas”, afirma.

Diante desse cenário, investidores passaram a rever temporariamente as apostas sobre cortes de juros em várias economias. E o movimento não demorou a chegar ao Brasil.

Nos últimos dias, os juros futuros brasileiros voltaram a subir depois de semanas de trajetória de queda. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2031, que havia chegado a negociar abaixo de 13%, voltou para a região de 13,5% com o aumento da tensão internacional.

Para Fontes, o movimento reflete um receio relativamente simples: se o petróleo subir de forma persistente, a inflação global pode voltar a pressionar, o que reduziria o espaço para cortes de juros por parte dos bancos centrais.

Publicidade

No caso brasileiro, o tema ganha ainda mais relevância porque o mercado vinha trabalhando com a expectativa de início de um ciclo de redução da Selic ao longo do ano. Uma alta significativa do petróleo poderia atrasar ou suavizar esse processo, já que os combustíveis têm impacto direto na inflação doméstica.

Por que o ministro da Fazenda está otimista

O debate chegou ao governo. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou recentemente que acredita que a guerra não altera, por ora, a trajetória de queda dos juros no Brasil. Ainda assim, a própria necessidade de abordar o tema evidencia o grau de preocupação no mercado.

Apesar da reação inicial mais intensa, Fontes ressalta que é importante manter alguma perspectiva. Nos últimos dias, parte do movimento já começou a ser devolvida. Bolsas globais voltaram a subir levemente e o petróleo recuou um pouco após o pico inicial.

Isso ocorre porque, até agora, os investidores parecem interpretar o conflito como relativamente circunscrito ao Irã, sem uma escalada militar envolvendo vários países da região. Caso essa leitura se confirme, o impacto econômico tende a permanecer limitado.

Coloque o pé no freio

Para a analista, ainda é cedo para tirar conclusões definitivas. Conflitos geopolíticos são imprevisíveis e frequentemente provocam reações exageradas nos primeiros momentos. Episódios anteriores mostram que a volatilidade inicial nem sempre se traduz em efeitos duradouros sobre a economia.

Nesse contexto, ela defende cautela nas decisões de investimento.

“Para o investidor, a principal mensagem continua sendo manter a calma e evitar decisões precipitadas em momentos de ruído de curto prazo”, afirma.

Em outras palavras, o cenário atual não justificaria mudanças abruptas de estratégia.

Publicidade

Do ponto de vista de alocação, Fontes destaca que a preferência estrutural continua sendo por títulos indexados à inflação dentro da renda fixa. Segundo ela, esses ativos tendem a oferecer proteção adicional em momentos de incerteza geopolítica, especialmente quando o petróleo está no centro das preocupações.

“Em cenários como este, títulos atrelados ao IPCA preservam o poder de compra caso a inflação volte a surpreender”, explica.

Para a economista, mais importante do que tentar prever o próximo movimento do mercado é manter uma carteira preparada para diferentes cenários. “Em momentos como este, mais do que tentar prever o próximo movimento do mercado, o mais importante é estar bem posicionado para diferentes cenários”, ressalta.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • nord investimentos
  • oriente médio
  • Selic
Cotações
20/04/2026 11h28 (delay 15min)
Câmbio
20/04/2026 11h28 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Acumular grandes quantidades de dinheiro garante a grandeza? Veja o que diz Buffett

  • 2

    Domicílio fiscal: os 7 países mais vantajosos — e o que cada um tributa

  • 3

    Pagar menos IR ou buscar mais retorno: o que realmente aumenta a rentabilidade da carteira?

  • 4

    Imposto de Renda 2026: veja como consultar seu lote de restituição

  • 5

    Bancos, B3, Pix e outros serviços: o que funciona no Feriado de Tiradentes 2026

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Idosos conseguem renegociar dívidas de cartão de crédito, mas como isso deve ser feito?
Logo E-Investidor
Idosos conseguem renegociar dívidas de cartão de crédito, mas como isso deve ser feito?
Imagem principal sobre o Carteira do Idoso: saiba como emitir o documento e conseguir 50% de desconto em passagens de ônibus
Logo E-Investidor
Carteira do Idoso: saiba como emitir o documento e conseguir 50% de desconto em passagens de ônibus
Imagem principal sobre o Starlink residencial: quanto custa o plano família e o que vem no pacote?
Logo E-Investidor
Starlink residencial: quanto custa o plano família e o que vem no pacote?
Imagem principal sobre o Idosos podem renegociar dívida com conta de água e aliviar o orçamento; entenda como
Logo E-Investidor
Idosos podem renegociar dívida com conta de água e aliviar o orçamento; entenda como
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: veja como consultar o extrato do INSS do segurado falecido
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: veja como consultar o extrato do INSS do segurado falecido
Imagem principal sobre o 4 gratuidades e descontos que idosos com mais de 60 anos têm direito
Logo E-Investidor
4 gratuidades e descontos que idosos com mais de 60 anos têm direito
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: passo a passo para pais autorizarem filhos a movimentar a conta pelo Caixa Tem
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: passo a passo para pais autorizarem filhos a movimentar a conta pelo Caixa Tem
Imagem principal sobre o 13º salário antecipado do INSS: estes idosos não têm direito ao valor em 2026
Logo E-Investidor
13º salário antecipado do INSS: estes idosos não têm direito ao valor em 2026
Últimas: Investimentos
Inflação projetada para 2026 sobe e influencia Tesouro Direto; entenda o impacto dos juros mais altos sobre os títulos públicos
Investimentos
Inflação projetada para 2026 sobe e influencia Tesouro Direto; entenda o impacto dos juros mais altos sobre os títulos públicos

Revisões no Focus elevam projeções de inflação e Selic, pressionando títulos prefixados e IPCA+ e mudando o humor do mercado

20/04/2026 | 10h23 | Por Isabela Ortiz
Cresce a compra e a venda de ativos problemáticos no País: maioria busca retorno mínimo de 20%, diz sócio da EY
Investimentos
Cresce a compra e a venda de ativos problemáticos no País: maioria busca retorno mínimo de 20%, diz sócio da EY

Pesquisa feita pela EY-Parthenon aponta as razões por trás do maior interesse por esse tipo de ativo

20/04/2026 | 05h30 | Por Marília Almeida
Risco moral pode ser mais relevante do que o de crédito, diz co-CEO da RB Asset
Investimentos
Risco moral pode ser mais relevante do que o de crédito, diz co-CEO da RB Asset

Para Marcelo Michaluá, episódios recentes reforçam a importância da governança das empresas na análise de crédito das dívidas corporativas

20/04/2026 | 03h00 | Por Daniel Rocha
Domicílio fiscal: os 7 países mais vantajosos — e o que cada um tributa
Investimentos
Domicílio fiscal: os 7 países mais vantajosos — e o que cada um tributa

Panamá, EUA, Mônaco e outros destinos oferecem vantagens fiscais, mas exigem planejamento e mudanças reais de residência

18/04/2026 | 05h30 | Por Marília Almeida

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador