A recepção do mercado foi negativa. Logo na abertura do pregão, as ações da varejista chegaram a cair 8,79% e entraram em leilão, procedimento adotado pela Bolsa quando há oscilações muito bruscas para concentrar ordens de compra e venda e definir um novo preço de negociação.
Às 13h20 (de Brasília), já fora de leilão, os papéis recuavam 1,47%, cotados a R$ 2,69 cada um. Segundo a companhia, o plano já conta com adesão de 46% dos credores. O CEO Alexandre Santoro afirmou que a medida mira exclusivamente dívidas financeiras sem garantia e não envolve fornecedores, aluguéis ou salários, numa tentativa de reorganizar o perfil de vencimentos sem afetar a operação das lojas.
Na avaliação do estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, a situação lembra o que ocorreu com a Casas Bahia (BHIA3) em 2024, quando a varejista também buscou renegociar dívidas após perceber que o calendário de vencimentos havia se tornado apertado.
Enquanto os investidores recalibram o risco do GPA (PCAR3), o restante do mercado opera com pouca variação. Também às 13h20 (de Brasília), o Ibovespa apresentava alta de 1,55%, aos 183.711 pontos.