O petróleo hoje abre a semana em oscilação. O “ouro negro” reflete um mercado ainda sensível aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio nesta segunda-feira (16) e a novas movimentações políticas dos Estados Unidos.
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O petróleo hoje abre a semana em oscilação. O “ouro negro” reflete um mercado ainda sensível aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio nesta segunda-feira (16) e a novas movimentações políticas dos Estados Unidos.
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Por volta das 12h (de Brasília), as cotações operavam em queda. O WTI para maio recuava cerca de 2,8%, a US$ 94,2 o barril, enquanto o Brent para o mesmo mês recuava 1,1%, a US$ 102.
No início da manhã, o WTI chegou a subir cerca de 1,61%, refletindo a reação inicial dos investidores ao risco geopolítico, antes de perder força ao longo das primeiras horas do pregão e passar a operar em queda.
A volatilidade da commodity também se reflete nas ações do setor na B3. Também por volta das 12h, os papéis da Petrobras (PETR3; PETR4) operavam em alta nesta manhã, acompanhando a atenção do mercado ao cenário energético global.
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A PETR3 avançava 1,58%, a R$ 50,16, enquanto a PETR4 subia 1,75%, a R$ 45,45. Entre as petroleiras independentes, a PRIO (PRIO3) registrava uma das maiores altas do setor, com valorização de 3,20%, a R$ 59,65. As ações da PetroReconcavo (RECV3) avançavam 1,32%, a R$ 13,01, enquanto os papéis da Brava Energia (BRAV3) ostentavam alta de 3,35%, a R$ 18,51.
O banco Jefferies rebaixou a recomendação para os American Depositary Receipts (ADRs, que permitem que ações estrangeiras sejam negociadas nas bolsas dos EUA) da Petrobras de compra para neutra e reduziu o preço-alvo de US$ 20,30 para US$ 19, segundo informações divulgadas pela Dow Jones.
O mercado financeiro segue atento aos desdobramentos geopolíticos. Reportagem do site Axios afirma que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, trabalha para montar uma coalizão internacional destinada a garantir a navegação no Estreito de Ormuz.
A região concentra uma das rotas energéticas mais sensíveis do mundo. Cerca de um quinto do petróleo transportado globalmente passa pelo corredor marítimo que liga o Golfo Pérsico ao oceano Índico.
Segundo fontes ouvidas pela publicação, o governo americano também avalia a possibilidade de assumir o controle de instalações petrolíferas iranianas na Ilha Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do país, caso os petroleiros continuem retidos na região.
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