O Nubank (ROXO34), que busca uma licença bancária no Brasil, vai passar a fazer parte da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que aprovou a entidade, por unanimidade, há pouco, em sua primeira reunião ordinária de 2026.
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O Nubank (ROXO34), que busca uma licença bancária no Brasil, vai passar a fazer parte da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que aprovou a entidade, por unanimidade, há pouco, em sua primeira reunião ordinária de 2026.
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A sugestão do Nubank para integrar a instituição foi uma recomendação do conselheiro Milton Maluhy Filho, presidente do Itaú Unibanco (ITUB4).
Nubank e Febraban vinham mantendo uma relação por vezes conflituosa nos últimos tempos, como a que envolveu no ano passado o episódio de pagamento de impostos por fintechs.
CEO da Febraban, Isaac Sidney, afirmou em nota:
“A iniciativa do Nubank é muito bem-vinda, pois demonstra seu interesse em participar ativamente dos espaços de diálogo e de articulação institucional da indústria e, ao mesmo tempo, evidencia a valorização, por parte da Febraban, da pluralidade”.
Na mesma nota, Livia Chanes, CEO no Brasil do Nubank, declarou:
“Ao trazer nosso histórico de inovação, inclusão financeira e foco nos clientes também para este fórum, reforçamos nossa contribuição para o fortalecimento do sistema financeiro, além de seguirmos comprometidos em reduzir a complexidade da indústria e simplificar a vida dos nossos clientes”.
Como parte desse processo de aproximação, o Nubank passará a integrar as principais instâncias deliberativas da Febraban.
A filiação do Nubank à Febraban está alinhada ao seu plano em curso para a obtenção de licença bancária, anunciada no final de 2025, mas que o banco ainda não informou oficialmente se será via pedido ao Banco Central ou compra de um banco já estabelecido.
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A Fintech é, atualmente, a maior instituição financeira privada do Brasil em número de clientes, com 113 milhões só no País.
O Nubank, fundado há 12 anos, seguirá participando de outras entidades setoriais, como Zetta, que é formada por fintechs e empresas de tecnologia, Associação Brasileira de Bancos (ABBC), dos bancos médios, e Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), do mercado de capitais e fundos de investimento.
No Brasil, o Nubank atende mais de 60% da população adulta e foi responsável pela inclusão de 29 milhões de pessoas no sistema financeiro nos últimos anos, de acordo com a fintech.
A decisão da Febraban de receber o Nubank está dentro de seu “compromisso permanente com a pluralidade de visões da indústria financeira brasileira”, bem como com a “abertura ao diálogo qualificado entre instituições que se pautam por diferentes modelos de negócios”, segundo a nota.
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“Ao incorporar novos atores ao seu quadro associativo, a Febraban amplia a representatividade do setor bancário e reforça sua capacidade de refletir a diversidade de perspectivas, experiências e trajetórias que marcam o sistema financeiro nacional”.
A chegada do Nubank à Febraban marca uma mudança na natureza do relacionamento entre duas instituições que, até o final do ano passado, trocavam acusações públicas.
Em dezembro, a associação representativa dos grandes bancos afirmou que a fintech buscava explorar o que chamou de “meia entrada regulatória” para obter vantagens competitivas.
A declaração era uma resposta a uma publicação em que o CEO do Nubank, David Vélez, alegava que o banco digital pagava mais impostos que grandes rivais e seria responsável por fomentar a inclusão financeira.
Na réplica, a Febraban citava uma série de dados que indicariam o Nubank como “campeão dos juros e da inadimplência”, com alta lucratividade.
O tema ficou em evidência ao longo do último ano, em meio às discussões no Congresso do projeto de lei que resultou no aumento gradual da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de fintechs.
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Apesar disso, no começo do ano, fintechs, como a Nubank, e os bancos tradicionais voltaram a se aproximar e chegaram a soltar comunicados conjuntos, diante da defesa à atuação do Banco Central no caso Master, alvo de questionamentos no Tribunal de Contas da União (TCU) e de alguns grupos políticos.
Com informações de Altamiro Silva Junior e André Marinho para BroadCast
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