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Tensões geopolíticas e decisões de juros na Super Quarta abalam os mercados globais

Reagindo ao cenário externo e aguardando decisão de juros do Copom, o Ibovespa encerra pregão em queda de 0,43%, aos 179.640 pontos

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A quarta-feira (18) terminou com mais cautela nos mercados globais, em um dia marcado pela combinação entre tensões geopolíticas, volatilidade nas commodities e a aguardada decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central americano.

O petróleo Brent, que passou boa parte do dia próximo de US$ 110, perdeu força após relatos de possíveis medidas do governo norte americano para aliviar preços, trazendo algum alívio marginal às preocupações inflacionárias.

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Mais cedo, o dado de inflação ao produtor (PPI) dos EUA já havia pressionado o sentimento dos investidores: o índice subiu 0,7% em fevereiro na comparação mensal e 3,4% em 12 meses, acima das expectativas, reforçando a percepção de uma inflação ainda resistente na cadeia produtiva e preparando o terreno para um Fed mais cauteloso.

No final da tarde, o Federal Reserve manteve a taxa de juros em 3,50%a 3,75% ao ano, conforme amplamente esperado pelo mercado. A decisão, porém, não foi unânime: Stephen Miran votou por um corte de 25 pontos base, chamando atenção para divergências internas sobre o ritmo da flexibilização.

Na coletiva de imprensa, Jerome Powell reforçou um tom mais cauteloso, o que levou o mercado a reduzir apostas na magnitude da retomada dos cortes de juros ao longo do ano. Nesse ambiente, o dólar global ganhou força, os juros dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) avançaram em toda a curva e as bolsas de Nova York ampliaram as perdas no fim da sessão.

No Brasil, os ativos locais tiveram um dia de movimentos moderados, reagindo ao noticiário externo e ao compasso de espera pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Ao fim da sessão, o Ibovespa encerrou em queda de 0,43% aos 179.640 pontos com giro financeiro de R$ 31 bilhões, refletindo a queda das ações da Vale (VALE3) e dos maiores bancos. Petrobras (PETR3; PETR4) foi o contraponto positivo.

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O dólar acelerou no fim do dia, acompanhando o movimento global, e fechou com avanço de 0,90% aos R$ 5,25. A curva de juros manteve comportamento misto, em meio à expectativa de um Copom mais prudente, e à atuação do Tesouro nos prefixados.

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