A tarde começa com menor apetite a risco lá fora: bolsas em Nova York e Europa cedem, enquanto dólar e Treasuries, títulos do tesouro americano, sobem, em um ambiente de tensões geopolíticas e petróleo mais caro, que reavivam o debate sobre inflação e juros “mais altos por mais tempo”. As probabilidades voltaram a indicar algo perto de 40% de chance de alta do Federal Reserve, o banco central dos EUA, em outubro, num dia em que o ouro virou para queda após ganhos iniciais.
O Brent oscilou depois de tocar máximas perto de US$ 111 pela manhã, rondando a faixa de US$ 108, mantendo a pressão de curto prazo sobre expectativas de preços. No pano de fundo, bancos centrais das principais economias reforçaram a cautela nesta semana, enquanto o da Rússia cortou juros, mas apontou maior incerteza externa — sinal de que a variável “energia” voltou ao centro do radar.
No Brasil, o Ibovespa opera em queda, com o vencimento de opções adicionando volatilidade. A curva de Depósitos Interfinanceiros (DIs) abriu com força — sobretudo nos vértices centrais — acompanhando Treasuries e o câmbio; a precificação voltou a cogitar manutenção da Selic em abril ou, no mínimo, um corte mais contido.
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O dólar à vista oscila na faixa de R$ 5,30, reflexo da busca por proteção e do menor diferencial de juros com o exterior. O petróleo mais firme alimenta receios de pressão inflacionária, limitando o espaço para afrouxamento monetário; no front doméstico, medidas sobre o diesel adicionam ruído ao mercado. Em ações, o risco global contamina as blue chips e as altas ficam restritas a poucos nomes.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, a Petrobras (PETR3; PETR4) recua após o decreto que detalhou as regras do subsídio ao diesel. Na ponta positiva, Cemig (CMIG4) avança amparada por números do 4º trimestre e anúncio de Juros Sobre Capital Próprio (JCP).
Bancos e a própria B3 (B3SA3) cedem, somando o humor externo. Vale (VALE3) cai apesar da alta do minério de ferro no exterior, e Cyrela (CYRE3) devolve ganhos após divulgação de balanço. Suzano (SUZB3) recua levemente apesar de novo aumento de preços da celulose para abril.
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