O banco afirma que os recentes ganhos de preço, sustentados por oferta mais apertada e inflação de custos, começam a enfrentar resistência diante da mudança de sentimento global e do aumento de incertezas, com destaque para os riscos geopolíticos associados ao conflito no Oriente Médio.
Segundo os analistas, a tensão elevou a cautela dos compradores – especialmente na China – e deslocou as negociações para riscos de frete e de insumos, o que limita a disposição para absorver novas altas.
Nesse cenário, a Klabin perdeu espaço por combinar ventos contrários em preços de celulose de fibra longa com ausência de catalisadores no curto prazo, sobretudo na unidade de papel. Embora o JPMorgan veja desempenho operacional “balanceado e sólido”, a leitura é que isso já está refletido na cotação e que faltam gatilhos claros para destravar o preço.
O banco americano projeta múltiplo de 6,9 vezes EV/EBITDA (valor de uma empresa em relação à sua geração de caixa operacional) 2026 e yield (rendimento) de fluxo de caixa livre de 10,2% no ano.
Ao mesmo tempo, o JPMorgan manteve a Suzano (SUZB3) como a “top pick” do setor e sua única recomendação de compra na cobertura latino-americana de celulose e papel.
A aposta combina risco-retorno mais atrativo e valuation (valor do ativo), com a empresa negociando a 5,2 vezes EV/EBITDA 2026 e yield de FCF de 12,8%, além de perspectiva de maior volume com o ramp-up (aumento gradual da produção, vendas ou operações) completo do projeto Cerrado e redução relevante de capex (investimento) após a entrada em operação.
O preço-alvo foi reduzido para R$ 74,00 (de R$ 81,00) por revisões cambiais, mas o banco ainda vê 56,28% de potencial de valorização ante a cotação de R$ 47,35 ontem.
Para a celulose, o JPMorgan projeta que a fibra curta pode atingir um pico em torno de US$ 615 por tonelada no segundo trimestre de 2026, com suporte no curto prazo, mas com o poder de precificação limitado por demanda mais fraca de papel e pelo “soft patch” do verão.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast