No mês a queda é de 6,36%. Mas, no ano, o índice segue com alta acumulada de 10,03%.
Na quarta-feira (13), uma reportagem do Intercept Brasil revelou um áudio em que o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), teria pedido dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Os recursos seriam utilizados para pagar despesas com o filme Dark Horse, que conta a história de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Veja com detalhes aqui.
Naquele pregão, o Ibov cedeu 1,8%, enquanto o dólar deu um salto de 2,3%. A quinta-feira (14) foi de correção, dia em que o mercado aparou os excessos da véspera, permitindo que o índice subisse 0,72%.
Nesta sexta (15), o clima de aversão a risco voltou a ditar o ritmo; uma pressão vinda principalmente do exterior. Novas acusações entre Estados Unidos e Irã indicaram que a resolução do conflito ainda pode estar distante, impulsionando o petróleo Brent acima dos US$ 108 o barril. O mercado passou a fortalecer a ideia de que os juros nos EUA vão precisar permanecer em patamares mais elevados por mais tempo, pressionando os títulos soberanos do país e, assim, refletindo nos mercados globais.
“Os Treasuries americanos de 10 anos renovaram máximas que não eram vistas desde o primeiro semestre do ano passado, com apostas de mercado projetando alta de juros pelo Fed ainda em 2026, uma mudança drástica em relação ao afrouxamento que era previsto no início do ano”, explica Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad. “A aversão a risco pressiona emergentes, enquanto a falta de clareza sobre o quadro eleitoral e o fiscal doméstico afastam chances de recuperação do Ibovespa, mantendo os investidores na defensiva no encerramento da semana.”
A segunda (11) e a terça-feira (12) também já haviam sido negativas, com quedas de 1,19% e 0,86%, respectivamente.
As maiores altas do Ibovespa na semana
Braskem (BRKM5): +35,82%, R$ 12,21
As ações da Braskem deram um salto de 35,82% na semana, liderando os ganhos do Ibovespa no período, impulsionadas pela elevação da recomendação para compra pelo JP Morgan. Na sexta-feira, as ações chegaram a entrar em leilão de oscilação máxima permitida após a notícia dada pelo Valor Econômico/Pipeline de que a Braskem Idesa, subsidiária da petroquímica no México, estaria preparada para formalizar um pedido de recuperação judicial nos EUA.
Prio (PRIO3): +8,74%, R$ 68,80
As ações da Prio subiram 8,74%. As petroleiras foram impulsionadas na semana pela alta do petróleo.
Minerva (BEEF3): +7,32%, R$ 4,40
As ações da Minerva subiram 7,32%, apoiadas na alta do dólar, que encerrou a semana a R$ 5,06. É a primeira semana em que o câmbio fica acima de R$ 5 desde o fim de abril.
As maiores quedas do Ibovespa na semana
Cosan (CSAN3): -14,20%, R$ 4,41
As ações da Cosan caíram 14,20%, liderando as perdas do Ibovespa, pressionadas pelo balanço do 1T26. A companhia registrou, de janeiro a março, prejuízo de R$ 1,583 bilhão, redução de 11% frente ao resultado negativo de 2025. Mesmo vendo tendências positivas, o Safra afirma que segue alerta quanto à pressão financeira do grupo no curto prazo.
Localiza (RENT3): -13,83%, R$ 42,98
A Localiza caiu 13,83% na semana.
Yduqs (YDUQ3): -12,77%, R$ 9,56
As ações da Yduqs caíram 12,77%, em uma semana em que a abertura da curva de juros prejudicou empresas cíclicas e ligadas à economia doméstica.
*Com informações do Broadcast