O novo marco do transporte público urbano pode destravar investimentos, reduzir riscos e favorecer as vendas da Marcopolo (POMO4). A avaliação é do banco Safra.
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O novo marco do transporte público urbano pode destravar investimentos, reduzir riscos e favorecer as vendas da Marcopolo (POMO4). A avaliação é do banco Safra.
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A Câmara dos Deputados aprovou no último dia 13 de maio o Projeto de Lei 3.278/21, que visa reestruturar o setor com foco na redução de tarifas e melhoria da qualidade. A proposta estabelece diretrizes para financiamento, permitindo o uso de até 60% da Cide-Combustíveis para subsidiar o transporte coletivo.
O texto segue agora para sanção presidencial e se houver aprovação final, a nova regra entrará em vigor um ano após a publicação. Depois disso, os municípios terão prazo de até cinco anos para adaptar sua legislação sobre gratuidades.
“Para a Marcopolo, a proposta pode abrir um vetor estrutural de crescimento ao melhorar as condições de investimento das operadoras e reduzir entraves que limitaram a renovação de frota nos últimos anos”, disseram os analistas em relatório.
De acordo com o banco, o projeto ataca dois pontos centrais que há anos limitam a capacidade de investimento das empresas operadoras. O primeiro é a forte dependência da tarifa paga pelo passageiro.
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O segundo é a ausência de um mecanismo federal de subsídios para sustentar o sistema. A avaliação é que esse desenho pressionou a rentabilidade do setor e reduziu a previsibilidade de receita. Como consequência, muitas empresas adiaram investimentos, inclusive na renovação da frota.
Para a Marcopolo, a mudança regulatória pode representar um impulso relevante para as vendas de ônibus urbanos. Isso ocorre porque a companhia está diretamente exposta ao ciclo de renovação e expansão de frota no transporte coletivo. Se o novo marco ajudar a destravar investimentos, a demanda por veículos urbanos tende a ganhar consistência ao longo dos próximos anos.
O Safra possui recomendação de compra para a Marcopolo, com preço-alvo de R$ 9,10, o que representa um potencial de valorização 52,2%.
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