A cotação do petróleo hoje despenca nesta segunda-feira (25) após o mercado ampliar apostas de que Estados Unidos e Irã caminham para um acordo capaz de reduzir as tensões no Oriente Médio e reabrir plenamente o Estreito de Ormuz.
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A cotação do petróleo hoje despenca nesta segunda-feira (25) após o mercado ampliar apostas de que Estados Unidos e Irã caminham para um acordo capaz de reduzir as tensões no Oriente Médio e reabrir plenamente o Estreito de Ormuz.
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Por volta das 9h30 (de Brasília), o Brent para agosto recuava 5,68%, a US$ 94,52 por barril, enquanto o WTI para julho caía 5,87%, a US$ 90,93.
A queda ocorre depois de semanas em que o mercado adicionou um forte prêmio geopolítico aos preços da commodity diante do risco de interrupções na principal rota energética do planeta.
O gatilho mais recente veio das declarações de Donald Trump. Nesta segunda, o presidente americano afirmou que um eventual acordo com o Irã será “grande e significativo” ou simplesmente não existirá.
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A fala foi interpretada pelo mercado como um sinal de que as negociações avançaram nos bastidores e podem estar mais próximas de um entendimento concreto.
Pouco antes, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que um anúncio poderia acontecer ainda nesta segunda-feira, reforçando a percepção de que Washington tenta acelerar uma solução diplomática para reduzir o custo econômico da guerra.
Do lado iraniano, o discurso ainda é mais cauteloso. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, confirmou avanços nas conversas, mas afirmou que as discussões atuais estão concentradas exclusivamente em um memorando para encerrar o conflito militar.
Segundo Teerã, as negociações sobre o programa nuclear iraniano aconteceriam apenas em uma segunda etapa, dentro de um prazo de até 60 dias após um eventual cessar-fogo.
Desde o início do conflito, qualquer notícia envolvendo a navegação na região do Estreito de Ormuz tem provocado movimentos bruscos na commodity. O receio de interrupções no corredor marítimo levou o Brent a superar os US$ 110 recentemente, num mercado que passou a trabalhar com risco concreto de choque de oferta global.
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Nas últimas sessões, porém, começaram a surgir sinais de normalização parcial do fluxo marítimo. Autoridades iranianas afirmaram que embarcações comerciais voltaram a cruzar a região sob coordenação da Guarda Revolucionária Islâmica, enquanto diplomatas americanos passaram a falar abertamente sobre uma possível reabertura definitiva da rota.
O diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou que um acordo com o Irã poderia destravar Ormuz, aliviar os preços globais de energia e reduzir pressões inflacionárias no mundo inteiro.
A queda do “ouro negro” rapidamente alterou o humor dos mercados globais.
Com menos pressão sobre energia, investidores voltam a considerar um cenário de inflação mais comportada e espaço maior para cortes de juros nos Estados Unidos.
Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, afirmou que um acordo com o Irã poderia aliviar os preços de energia e abrir caminho para o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) reduzir juros.
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O movimento também ajuda a aliviar parte da preocupação inflacionária observada nas últimas semanas.
No Brasil, o tema ganha peso adicional às vésperas do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de maio e do PIB do 1T26. O próprio relatório Focus mostrou uma nova alta da inflação suavizada de 12 meses à frente, de 3,95% para 4,07%, em meio às incertezas provocadas pelo choque recente do petróleo.
Apesar da forte queda, o mercado trata as negociações entre EUA e Irã com cautela. Tentativas anteriores de acordo fracassaram, e investidores sabem que qualquer nova escalada militar pode rapidamente recolocar o prêmio geopolítico nos preços.
Com informações da Broadcast.
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