O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da empresa do setor sucroenergético somou R$ 1,094 bilhão no trimestre, avanço de 41,9% em relação ao quarto trimestre da safra anterior, com margem Ebitda ajustada de 48,8%. Já o Ebit (lucro antes dos juros e impostos) ajustado atingiu R$ 498,4 milhões, crescimento de 97,5%, com margem de 22,2%.
A receita líquida da São Martinho alcançou R$ 2,245 bilhões no quarto trimestre da safra, alta de 29,1% frente ao registrado em igual intervalo do ciclo anterior.
Segundo a companhia, o desempenho refletiu, principalmente, a recuperação dos volumes comercializados de açúcar após os impactos das queimadas registradas na safra passada, além da melhora do mix de vendas.
A receita líquida com açúcar totalizou R$ 706,261 milhões no trimestre, avanço de 16,7% frente ao quarto trimestre da safra anterior, impulsionada pelo aumento de 32,3% no volume comercializado, parcialmente compensado pelos menores preços de comercialização (-11,8%). Já a receita líquida com etanol totalizou R$ 1,438 bilhão no período, crescimento de 43,1% em relação ao quarto trimestre da safra 2024/25.
Outros segmentos também contribuíram para o desempenho da companhia. A receita líquida de comercialização de energia elétrica somou R$ 16,6 milhões no trimestre, aumento de 50,1% em relação ao quarto trimestre da safra passada, enquanto as receitas com levedura cresceram 166,3%. Já a receita com DDGS totalizou R$ 36,3 milhões, retração de 6,8% no período.
A dívida líquida da companhia atingiu R$ 4,9 bilhões ao fim de março, em linha com o registrado em março de 2025. Segundo a São Martinho, a posição de endividamento refletiu as novas captações, principalmente a emissão de debêntures e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs). A alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda ajustado ficou em 1,41 vez, ante 1,43 vez um ano antes.