• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Por que empresas de tecnologia são tão caras?

Sob a ótica antiga de value investing, essas companhias têm características distintas

Carolina Bartunek, do Investindo no Futuro
Por Carolina Bartunek

10/03/2021 | 10:57 Atualização: 12/03/2021 | 18:39

Receba esta Coluna no seu e-mail
(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Uma boa parte dos recentes IPOs (aberturas de capital de empresas, na sigla em inglês) na bolsa brasileira são de empresas de tecnologia. Locaweb (LWSA3), Enjoei (ENJU3), Mosaico, Neogrid e Meliuz (CASH3) são bons exemplos recentes. Nós, investidores, ao analisarmos ações de empresas, fomos orientados a olhar o potencial de crescimento de receita, a qualidade do time de gestão e principalmente buscar um “valuation” atraente.

Leia mais:
  • Luiz Barsi: ‘O perfil do brasileiro é de um agiota por excelência’
  • O que fazer para ser igual ao Warren Buffett
  • Análise técnica e análise fundamentalista: quais as diferenças
  • Florian Bartunek: "Não adianta ter boa nota ESG e ser um mau negócio"
Cotações
11/04/2026 11h14 (delay 15min)
Câmbio
11/04/2026 11h14 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Todos nos inspiramos em Warren Buffett e seu método de value investing. Afinal, Buffett é o investidor de maior sucesso da história com um retorno médio de 20% ao ano comparado ao de 10% do índice da bolsa americana, o S&P 500. O que nós e Buffett aprendemos com seu mentor Benjamin Graham, o pai do value investing, autor do mais famoso livro de investimentos do mundo, “O Investidor Inteligente” (The Inteligent Investor, no título original)?

Aprendemos a começar a análise pelo balanço das empresas. Olhar indicadores como Capital Circulante Líquido, que é a diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante. Também analisamos o valor dos ativos e patrimônio líquido. No demonstrativo de resultados, olhar a geração de caixa e os lucros, quanto maiores melhor. No final, calcular todos estes indicadores de solidez das cias e comparar com o valor de mercado, ou seja quanto estamos pagando pelos ativos. O importante é pagar sempre o mínimo possível para ter uma elevada margem de segurança.

Publicidade

Nas décadas de 1950 e 60, quando Buffett começou a investir ele encontrava inúmeras empresas negociando abaixo do valor que elas tinham em caixa. Empresas negociando a uma relação preço  lucro de cinco vezes, verdadeiras barganhas. Essas empresas eram predominantemente indústrias, bancos, varejistas ou seguradoras com a maior parte de seu valor fielmente representado no balanço. Máquinas, equipamentos, lojas, prédios, patentes eram principais geradores de rentabilidade.

Os problemas começam quando trazemos esses conceitos para os dias de hoje. Os principais livros de investimentos disponíveis falam em achar barganhas e investidores em geral acham que value investing é comprar empresas baratas em relação aos números do balanço. Também se confunde value investing com investir em empresas menores ou menos líquidas, as “small caps”. Aí vem Buffett e compra ações da Apple e nos confunde. O que mudou?

Hoje em dia algumas das principais empresas do mundo, em termos de crescimento e tamanho, são Apple, Google, Facebook, Netflix e Amazon por exemplo. Essas empresas têm algumas características em comum que dificultam a análise sob a ótica antiga de value investing. As principais características são:

  1. O valor dessas empresas não está nos ativos do balanço, mas no efeito rede (Facebook é excelente exemplo), nas marcas, nos softwares, etc. Esses são os famosos intangíveis que são muito difíceis de se precificar;
  2. Essas empresas investem muito acima da média em seu crescimento. A Amazon investia todo seu lucro em crescimento. Boa parte desses investimentos não são capitalizados, mas contabilizados como despesas, reduzindo o lucro líquido. Ou seja, essas empresas geralmente não pagam dividendos e a maior parte de seu valor está nos lucros futuros. Se o valor está no futuro, o preço no presente geralmente parece caro;
  3. Essas companhias possuem o que se chama de “opcionalidade” de negócios. Ou seja, várias opções de entrarem em novos mercados ou segmentos, aumentando muito o potencial de receitas. A Amazon criou o Amazon Web Services, um dos lançamentos empresariais de maior  sucesso da história. A XP começou como corretora e está virando banco. A Magazine Luiza (MGLU3) começou como loja física, tornou-se uma das líderes de e-commerce além de adicionar vários serviços financeiros ao negócio. Essas opções de crescimento devem ser precificadas como opções de verdade e adicionam muito valor.

Resumindo, se uma siderúrgica, que tem boa parte de seu valor refletido no balanço, tem baixo crescimento esperado e por isso negocia a 10 vezes lucro, as empresas de tecnologia, que abriram capital recentemente na bolsa, podem não nem ter lucro ainda e um balanço que reflete muito pouco o seu valor. O que fazer então?

Primeiramente, é importante diferenciar as empresas que já tem um certo porte e sucesso, como Magalu, Stone e XP, de empresas novas e menores. Sempre há risco de disrupção em qualquer negócio, mas este risco é menor em Magalu e Stone, por exemplo. Nestes casos o importante é avaliar se elas vão conseguir manter a dominância em seus segmentos e se estão conseguindo crescer a taxas acima da média. Espera-se que o lucro de Stone, Magalu e XP cresçam acima de 20% a.a. nos próximos anos, por exemplo.

Publicidade

Já no caso das empresas menores, deveríamos encará-las como opções. Alto retorno potencial, mas maior risco. Neste caso, quanto mais pudermos entender o histórico de sucesso dos empreendedores melhor. Os fundadores da Mosaico tem várias histórias de sucesso antes de terem fundado a empresa.

Para nós, investidores pessoas físicas, é mais difícil ter acesso a este histórico então eu usaria o método de ter uma carteira diversificada de pequenos investimentos nestas empresas. Buscaria o máximo de informações sobre elas na internet e nas corretoras, mas as encararia realmente como opções, nunca como o principal foco da minha carteira de investimentos.

Uma carteira com empresas de qualidade e excelente histórico como Natura, Localiza, B3 e Weg (apenas exemplos) combinada com um pouco dos IPOs de tecnologia (devidamente analisados) parece uma boa combinação para os próximos anos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • cash3

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Cessar-fogo derruba dólar ao menor nível em dois anos — pode ficar abaixo de R$ 5?

  • 2

    Ibovespa hoje renova recorde aos 197 mil pontos e dólar cai a R$ 5 pela primeira vez em dois anos

  • 3

    Ibovespa renova recorde pela 15ª vez no ano com petróleo em alta

  • 4

    Gestoras de “special sits” avançam no Brasil e entregam retornos de até 40% ao ano

  • 5

    Herança e espólio no IR 2026: como declarar sem cair na malha fina

Publicidade

Quer ler as Colunas de Carolina Bartunek em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Quer migrar do saque-aniversário para o saque rescisão? Atente-se ao prazo de carência
Logo E-Investidor
Quer migrar do saque-aniversário para o saque rescisão? Atente-se ao prazo de carência
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: quem tem direito ao cashback do IR?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: quem tem direito ao cashback do IR?
Imagem principal sobre o Idosos com mais de 80 anos recebem a restituição em 2026?
Logo E-Investidor
Idosos com mais de 80 anos recebem a restituição em 2026?
Imagem principal sobre o O que é o Regime Geral da Previdência Social (RGPS)?
Logo E-Investidor
O que é o Regime Geral da Previdência Social (RGPS)?
Imagem principal sobre o 15 doenças que dão direito à aposentadoria
Logo E-Investidor
15 doenças que dão direito à aposentadoria
Imagem principal sobre o Gás do Povo: veja a duração do vale para família com quatro integrantes
Logo E-Investidor
Gás do Povo: veja a duração do vale para família com quatro integrantes
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: veja as prioridades para receber a restituição
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: veja as prioridades para receber a restituição
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: como funciona o cashback IR?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: como funciona o cashback IR?
Últimas: Colunas
Autocuratela: quem decide quando você não pode mais decidir?
Samir Choaib
Autocuratela: quem decide quando você não pode mais decidir?

O caso envolvendo herdeira das Casas Pernambucanas reacende um ponto ignorado por famílias ricas: quem decide quando você não pode mais decidir?

11/04/2026 | 06h00 | Por Samir Choaib
Entre mísseis e commodities: Brasil resiste — mas não está imune ao mundo fragmentado
Eduardo Mira
Entre mísseis e commodities: Brasil resiste — mas não está imune ao mundo fragmentado

Choque geopolítico mexe com petróleo, inflação e juros, enquanto o país se beneficia de commodities e diferencial de taxas — mas segue exposto aos efeitos indiretos da crise

10/04/2026 | 14h50 | Por Eduardo Mira
OPINIÃO. Metade do Brasil trabalha para sustentar os benefícios sociais da outra metade
Fabrizio Gueratto
OPINIÃO. Metade do Brasil trabalha para sustentar os benefícios sociais da outra metade

Aumento de gastos públicos voltados à distribuição de dinheiro pode reduzir a capacidade de financiar setores produtivos, impactando a geração de empregos

09/04/2026 | 13h26 | Por Fabrizio Gueratto
Balanço das empresas da B3 em 2025: lucro cresce, mas concentração e eficiência dividem o diagnóstico
Einar Rivero
Balanço das empresas da B3 em 2025: lucro cresce, mas concentração e eficiência dividem o diagnóstico

Resultado das empresas revela um cenário de crescimento relevante, mas com qualidade desigual

08/04/2026 | 13h38 | Por Einar Rivero

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador