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Colunista

Bitcoin em alta histórica: 5 cuidados ao investir na criptomoeda

Criptomoeda ultrapassou a barreira dos US$ 20 mil - aproximadamente R$ 100 mil

Por Fabrizio Gueratto

17/12/2020 | 13:24 Atualização: 22/11/2023 | 14:51

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O Bitcoin subiu para o nível mais alto em 3 anos (Foto: Dado Ruvic/Reuters)
O Bitcoin subiu para o nível mais alto em 3 anos (Foto: Dado Ruvic/Reuters)

Ao ultrapassar a marca dos US$ 20 mil – aproximadamente R$ 100 mil -, o Bitcoin (BTC) atingiu sua alta histórica. O resultado reflete a crescente procura pela criptomoeda, que foi projetada para ser limitada, ou seja, não é possível criar novas moedas quando todas já estiverem disponíveis no mercado. Portanto, teoricamente, os 21 milhões de bitcoins programados em 2007, serão os únicos a circular na economia. Esta particularidade torna o BTC um bem valioso, precisamente por sua escassez.

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Este cenário rentável pode interessar aos investidores que buscam novos modos de multiplicar a renda, mas não se engane, esta é uma modalidade de alto risco. Não, não estou aqui para criticar o Bitcoin, até porque, tenho 3% da minha carteira neste ativo. Como modo de elucidar as dúvidas e destrinchar os riscos, elenquei alguns tópicos essenciais para quem deseja comprar a criptomoeda mais famosa atualmente.

Bitcoin não tem regulamentação

Hoje, não há qualquer regulamentação no mercado de compra e venda do BTC e foi exatamente para isso que ele foi criado. Também, não há qualquer instituição financeira governamental que controle as operações do ativo. Este fato intensifica os fatores de risco atrelados ao comércio da criptomoeda. Caso você seja vítima de golpes ou fraudes em algum momento, não haverá com quem reclamar.

Deste modo, o controle do Bitcoin é descentralizado. Isso quer dizer que, todos participam do controle da moeda, uma vez que não há um único data center ou banco central que controle o ativo.

O Bitcoin é o investimento mais volátil do mundo

O Bitcoin fica exposto aos movimentos de mercado, sendo que seu valor é estipulado a partir da lei da oferta e demanda, assim como no mercado de ações da B3 (B3SA3). Porém, existe uma diferença. Como o mercado de criptomoedas funciona 24 horas por dia e seus compradores e vendedores não são conhecidos, fica muito mais difícil entender as altas e quedas. Algumas vezes os motivos são claros, como, por exemplo, o paypal, aceitando a moeda como meio de pagamento. Outras vezes os analistas apenas especulam, sem ter qualquer certeza.

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É por este motivo que o Bitcoin pode subir ou cair mais de 20% em um único dia, algo impensável para as ações, ouro e dólar ou outros ativos de renda variável. Você está pronto para ver seu patrimônio cair 20% em poucas horas?

Risco de invasões e fraudes

Por ser um ativo digital, a criptomoeda está apta a ser hackeada. A primeira possibilidade é que haja um ataque hacker às corretoras que comercializam a moeda ou até à própria carteira do investidor, se esta não estiver em um lugar seguro, como uma wallet.

Desde o início da comercialização do ativo, inúmeras pessoas tentaram invadir o blockchain, porém, todas as ações foram fracassadas. Até hoje, o blockchain – rede em que ficam armazenadas todas as transações da criptomoeda – é considerado inviolável. Porém, como qualquer coisa que está na rede, não quer dizer que o cenário não possa mudar.

Além disso, os estelionatários se utilizam do nome Bitcoin, devido à falta de controle e ao baixo conhecimento da maioria das pessoas, para prometer rentabilidades absurdas ou propor o aluguel da criptomoeda. Neste caso, o problema não está no investimento, mas sim nos estelionatários, que usam o nome do Bitcoin, e nos gananciosos, que acreditam.

Bitcoin não é hedge

O hedge age como um seguro para aos seus investimentos. Por exemplo, quase sempre quando a bolsa brasileira cai, o dólar sobe. Logo, o dólar é um hedge para as ações. As criptomoedas, por serem voláteis por si só, não podem atuar como uma base de segurança aos seus investimentos, por um motivo muito simples. Ainda não existe uma correlação certa entre o Bitcoin e outros ativos, como o ouro e o dólar, por exemplo.

Bitcoin não tem regulação e fiscalização

A criptomeda foi criada justamente como uma resposta ao capitalismo tradicional, em que cada país emite a sua própria moeda infinitamente. Sua proposta é funcionar de maneira paralela aos governos e sem nenhum tipo de fiscalização. Se por um lado pode parecer atraente, por outro, se uma corretora é invadida, ou seu pen drive com as chaves for perdido, não há como recuperar, nem sequer com quem reclamar.

Bitcoin é investimento?

O Bitcoin não foi criado para ser um investimento, mas sim uma moeda digital descentralizada e que funciona 24 horas por dia e 7 dias por semana. Entretanto, se levarmos em consideração que qualquer coisa que pode se valorizar é um investimento, então, sim, o Bitcoin é um investimento.

Eu invisto em Bitcoin desde 2019 e não me arrependo. E não estou dizendo isso porque se valorizou. Digo porque coloquei na carteira exatamente o percentual que cabia na minha estratégia de investimento. Da mesma maneira que deu certo, poderia ter dado muito errado e o Bitcoin ter virado pó.

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Entenda bem se sua carteira comporta criptomoedas e só coloque o percentual adequado ao nível de risco que este ativo possui. Não brinque de cassino. Você pode ser expulso de Las Vegas.

Confira a nossa matéria sobre a alta do Bitcoin.

Assista ao vídeo sobre como investir em Bitcoin:

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