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Como controlar as emoções ao investir

Marcelo Biasoli é executivo do mercado financeiro com experiência em liderar áreas de Inovação, Estratégia, Desenvolvimento de Negócios e Marketing. Também é coach com conhecimento e paixão pelo desenvolvimento humano e neurociência aplicada aos negócios, combinando as competências de future thinking, criatividade e intraempreendedorismo para impulsionar investimentos e acelerar negócios.

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Marcelo Biasoli

Três fatores para gerenciar seus investimentos em cenários de turbulência

Independente da estratégia escolhida, a gestão de risco é fundamental para manter as economias conquistadas

O cenário exige cautela, inteligência e ação para avaliar as opções para alavancar e proteger o portfólio. Foto: Envato Elements
  • A turbulência nos mercados causada pela instabilidade político-econômica, por notícias de resultados negativos de empresas que são referências nos segmentos e as incertezas de mercado, faz com que o alerta dos investidores seja ligado
  • Em momentos de turbulência no mercado, alguns investidores começam a perder o sono com rumores, quedas bruscas de rentabilidade e tomam decisões equivocadas
  • Pessoas que interrompem seu planejamento de investimento, especialmente durante desacelerações do mercado, muitas vezes podem perder oportunidades de investir a preços mais baixos

A turbulência nos mercados causada pela instabilidade político-econômica, por notícias de resultados negativos de empresas que são referências nos segmentos e incertezas de mercado, faz com que o alerta dos investidores seja ligado. O cenário exige cautela, inteligência e ação para avaliar as opções para alavancar e proteger o portfólio, mas sempre com a premissa de gerenciar o risco envolvido.

Qualquer que seja a estratégia escolhida pelos investidores, a gestão de risco é fundamental para manter as economias conquistadas seguras, com as perdas mínimas possíveis, e ao mesmo tempo avaliar as oportunidades para potencializar o portfólio. É importante minimizar o impacto ao máximo das incertezas globais no planejamento financeiro de médio e longo prazo. Pessoas que interrompem seu planejamento de investimento, especialmente durante desacelerações do mercado, muitas vezes podem perder oportunidades de investir a preços mais baixos.

E para isso existem alguns fatores importantes a serem avaliados e colocados em prática para uma gestão de riscos mais efetiva e que possa gerar melhores resultados. Aviso: descarte a opção de entrar em pânico!

Emoções que lideram as nossas decisões

Em momentos de turbulência no mercado, alguns investidores começam a perder o sono com rumores, quedas bruscas de rentabilidade e tomam decisões equivocadas. O convite aqui é para as pessoas investirem na compreensão de suas emoções. E para isso vale um breve entendimento de como funciona o cérebro humano.

A maioria das decisões são automáticas e oriundas do nosso inconsciente. Puxar a mão quando fomos picados por um inseto é uma decisão muito rápida e que é processada rapidamente pelo sistema reptiliano, a parte mais primitiva do cérebro. Mas existem decisões mais complexas e que exigem racionalização. O sistema nervoso central (SNC) é quem recebe, analisa e integra as informações. É o local onde ocorre a tomada de decisão, a avaliação das alternativas e o envio de ordens.

Já as reações emocionais são oriundas do processamento feito pelo sistema límbico, segundo nível funcional do sistema nervoso. O córtex pré-frontal é a área responsável pelo planejamento e análise racional. Todas essas áreas do cérebro funcionam conectadas e, de forma dinâmica, são acionadas mediante os estímulos. Sendo assim, algumas dicas podem auxiliar você investidor a tomar decisões mais assertivas, como:

• Observar e compreender as suas emoções e sentimentos. Esse é um exercício que exige paciência e requer colocar em prática o autoconhecimento para conectar as emoções com a “razão” dos motivos que os levam a elas. Vale consultar um profissional especializado nessa área para explorar e potencializar a descoberta desse tema tão importante.

• “Prever” situações nos dá tempo para preparar as reações e pode melhorar as nossas escolhas. Outra dica é a importância de refletir sobre as próprias decisões e observar a conexão entre elas e os valores e objetivos a curto e longo prazo. Isso pode ajudar na compreensão das motivações.

• Diante de uma turbulência iminente, não se sinta obrigado a deixar seus investimentos em setores ou ativos de alto risco. Avalie as opções mais defensivas, oportunidades e faça uma conexão com a sua estratégia de investimentos. Deixar a “intuição” falar também pode ser uma boa opção em alguns casos e para os investidores que possuem experiência. Afinal de contas, a “magia” da intuição está na experiência adquirida. Importante: nem sempre a intuição funciona!

Due dilligence nos mercados e estratégias das empresas

Em cenários de alta volatilidade, os investidores devem revisar as suas estratégias de investimento para saber se existe necessidade de corrigir a rota ao mesmo tempo que, através de uma “due dilligence” nos mercados e empresas, antecipar os rumores em função das informações disponíveis para criar um portfólio rentável e protegido. Minimizar os riscos e evitar que os investimentos sejam corroídos pela inflação e riscos de mercado, também fazem parte dessa análise a ser feita pelos investidores.

Assim como os investidores podem distribuir o risco por diferentes valores de mercado, eles também podem distribuí-lo por diferentes regiões geográficas e países.

Os mercados americanos e europeus, como economias avançadas, tendem a não crescer tão rapidamente quanto os mercados emergentes. Países como o Brasil têm espaço para crescimento rápido. No entanto, eles também podem ter impactos maiores e mais rápidos devido à instabilidade política ou crises econômicas.

Tal como acontece com os limites de mercado, vale equilibrar risco e crescimento distribuindo os investimentos entre ativos de regiões diferentes. Na segunda feira, dia 20 de setembro, o mercado presenciou a queda nas ações da Evergrande, gigante do setor imobiliário chinês, que provocou pânico geral nas bolsas do mundo inteiro. A empresa tem se esforçado para levantar fundos para pagar seus credores, fornecedores e investidores e os reguladores do mercado têm alertado que as dívidas podem gerar riscos mais amplos para o sistema financeiro do país se não forem estabilizados.

Quais ações você, investidor, tomou para proteger ou potencializar o seu portfólio mediante o cenário dessa semana? Conseguiu manter a calma? Avalie as suas decisões e identifique quais foram os seus aprendizados.

Outro tema importante são os investimentos que as empresas têm feito em iniciativas de inovação aberta e transformação digital. Para os investidores é importante acompanhar e avaliar os resultados da implementação dessas iniciativas, pois empresas inovadoras e digitalmente maduras apresentam melhores resultados decorrentes de suas transformações digitais, que incluem: a melhoria da qualidade do produto e consequentemente na satisfação do cliente, redução do impacto ambiental, aumento da diversidade da força de trabalho, além de impulsionar os resultados financeiros. Essas iniciativas podem potencializar resultados, como vimos o crescimento exponencial das vendas digitais durante todo o período da pandemia.

Outros ativos como alternativa

Ao mesmo tempo em que as bolsas do mundo inteiro apresentavam quedas significativas em função das ações da Evergrande, o contrato mais líquido do ouro fechou a segunda-feira com alta de 0,71%, com o dia marcado pelo investimento no ouro como um ativo de maior segurança.

Cenários como esse mostram que acompanhar os setores, diversificar os ativos e os investimentos entre as regiões podem promover ações antecipadas para proteger o patrimônio e aproveitar o momento para investir em ativos potenciais. Dica: não faça apostas, pesquise!

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