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Colunista

É verdade que ficou “impossível” morar em Portugal?

A inflação perdeu força nos últimos anos, mas o mercado imobiliário segue pressionando o custo de vida no país

Por Valéria Bretas

08/03/2026 | 6:30 Atualização: 09/03/2026 | 15:18

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O custo de vida em Portugal subiu nos últimos anos, impulsionado principalmente pela alta dos imóveis. Entenda o que mudou na inflação, nos preços das casas e nas despesas do dia a dia. | Adobe Stock
O custo de vida em Portugal subiu nos últimos anos, impulsionado principalmente pela alta dos imóveis. Entenda o que mudou na inflação, nos preços das casas e nas despesas do dia a dia. | Adobe Stock

Entre brasileiros que moram em Portugal, uma frase tem se repetido com frequência: “ficou impossível morar aqui”. Essa não é uma impressão que surge do nada. Ainda lembro da primeira vez que visitei o país, em 2019. Na época, fiz algumas pesquisas de preços de casas, alimentação e transporte, e tudo parecia relativamente barato. Barato nem tanto, mas o fato é que a inflação naquele período era praticamente nula em terras lusas. Por outro lado, o mercado imobiliário já mostrava sinais de aquecimento, com preços que subiam cerca de 10% ao ano.

Leia mais:
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Depois veio a pandemia e, mais tarde, o choque inflacionário global que também atingiu o país. A partir de 2022, Portugal passou por um salto expressivo no custo de vida, com aumentos nos preços que chegaram praticamente ao mesmo tempo ao supermercado, à conta de energia, aos aluguéis e a diversos serviços.

Mas olhar apenas para a inflação geral não conta toda a história.

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Ao consultar a base histórica do Instituto Nacional de Estatística (INE), encontrei um contraste interessante. Mesmo depois do pico inflacionário, o mercado imobiliário continuou a subir em ritmo acelerado. No terceiro trimestre de 2025, por exemplo, os preços das casas estavam cerca de 17,7% mais altos do que no mesmo período do ano anterior, segundo o índice oficial de preços da habitação.

Na prática, isso ajuda a explicar por que a sensação de aperto no bolso continua mesmo depois da desaceleração recente da inflação. Os preços médios podem até ter perdido parte do ímpeto em alguns setores, mas um dos gastos que mais pesam na vida de quem mora no país, a moradia, continua sem dar trégua ao orçamento. O ponto é que o país não ficou impossível. Ficou mais caro e muito menos tolerante ao improviso.

Inflação e preços das casas em Portugal na última década (2015-2025)

Ano Inflação (%)
Preço da habitação (%)
2015 0,5 3,1
2016 0,6 7,1
2017 1,6 9,2
2018 1 10,3
2019 0,3 9,6
2020 0 8,4
2021 1,3 9,4
2022 7,8 12,6
2023 4,3 8,2
2024 2,4 9,1
2025* 2,2 17,7

Fonte: Banco de Portugal (IPC) e Instituto Nacional de Estatística (Índice de Preços da Habitação). 

E para 2026, os reajustes já ajudam a desenhar o custo de vida em Portugal. Na conta de luz, por exemplo, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) anunciou uma alta de 1% nas tarifas. Em um exemplo divulgado pelo próprio regulador, um casal sem filhos que paga hoje cerca de 36,84 euros por mês, deve ver a fatura mensal subir cerca de 0,20 €. Já a conta de água também tende a subir em várias cidades ao longo do ano, já que as tarifas são definidas pelos municípios e costumam ser atualizadas periodicamente. Em Lisboa, a EPAL (Empresa Portuguesa das Águas Livres) subiu os preços em 0,17 € por mês.

No transporte, a empresa pública ferroviária CP (Comboios de Portugal), equivalente às companhias de trem, também anunciou uma atualização média de 2,26% nos bilhetes. Os valores pagos nas autoestradas com pedágio, que são reajustados todos os anos de acordo com uma fórmula ligada à inflação, também deverão ter aumento médio de cerca de 2,29% em 2026.

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Pensando no supermercado, não existe um reajuste oficial único, mas representantes do setor admitiram novas pressões de preços. O diretor-geral da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED), uma entidade que reúne grandes redes de supermercados no país, disse em entrevista à imprensa portuguesa que produtos como carne e peixe podem subir cerca de 7% em 2026.

Para o brasileiro, é preciso preparar o bolso. Nas redes sociais, chovem relatos de pessoas que não conseguiram se sustentar e precisaram voltar para casa muito antes do previsto.

Neste outro artigo, preparei um checklist de perguntas que precisam ser respondidas antes de decidir mudar de país. Talvez esse passo a passo te ajude.

Ainda assim, a adaptação a um novo país costuma trazer despesas que nem sempre aparecem no planejamento inicial, desde depósitos de caução para o aluguel ou contratos de serviços (vamos falar sobre eles em breve). E ter uma reserva ajuda a atravessar esse período com mais tranquilidade e evita que imprevistos se transformem rapidamente em pressão financeira.

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No cenário atual, e com essas projeções no horizonte, morar no exterior deixou de ser uma decisão que se resolve apenas com vontade. Cada vez mais, é também uma questão de planejamento financeiro.

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