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Comportamento

Mulheres investidoras ganham mais dinheiro do que os homens?

Pesquisa da Fidelity Investments revela que elas têm resultados mais robustos no longo prazo

Por Jenne Andrade

11/03/2022 | 3:00 Atualização: 11/03/2022 | 7:35

Mulheres investem com mais consistência e tendem a fazer menos operações. Foto: Pixabay
Mulheres investem com mais consistência e tendem a fazer menos operações. Foto: Pixabay

Em 1916,  o Código Civil determinava que brasileiras só poderiam trabalhar com a autorização dos maridos. Abrir conta em banco também era “coisa de homem”, já que mulheres casadas não tinham o direito de cuidar das finanças e abrir estabelecimentos comerciais sem anuência do cônjuge. Aceitar heranças, então? Apenas com a autorização do parceiro.

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Tudo isso só foi revogado em 1962, há apenas 60 anos, com a aprovação do Estatuto das Mulheres Casadas. Apesar dos inúmeros avanços na emancipação feminina desde então, a repressão deixou consequências. Uma delas é que as mulheres ainda hoje são minoria no mercado financeiro – reflexo de décadas em foram impedidas de gerir o próprio capital.

Na bolsa de valores brasileira, a B3, elas representam 23,5% dos investidores pessoas físicas, o que corresponde a 1,2 milhão dos 5 milhões de CPFs cadastrados.

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Contudo, mesmo em menor parcela, elas tendem a ter retornos melhores do que os homens no longo prazo. É isso que mostram estudos internacionais, como o ‘Women and Investing Study 2021’, feito pela empresa norte-americana de serviços financeiros Fidelity Investments.

O levantamento analisou o portfólio de 5,2 milhões clientes de varejo entre janeiro de 2011 e dezembro de 2020 e constatou que as mulheres recebiam ganhos anuais 0,4% superiores aos pares masculinos. Outro estudo realizado no Reino Unido pela Warwick Business School, em 2018, apontou que as investidoras conseguiam lucros 1,8% maiores em relação aos investidores homens. A pesquisa acompanhou 2,8 mil investidores durante 36 meses.

Para Sarai Molina, especialista da Ágora Investimentos, as mulheres tendem a ficar mais tempo com os ativos financeiros, o que ajuda a explicar as performances positivas no longo prazo. “Elas não ficam o tempo todo comprando e vendendo ativos. As investidoras têm uma consistência de investimentos maior”, afirma Molina.

Os homens, por outro lado, têm o hábito de fazer mais operações, ou seja, comprar e vender ativos na expectativa de acertar o melhor momento de mercado para obter lucro. A prática não é recomendada, já que pode causar mais prejuízos do que ganhos. “A mulher faz menos movimentos no portfólio e isso impactou na pesquisa”, diz Molina. “Quem faz muitas operações, tem menos resultados do que a pessoa que faz aplicações consistentes.”

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Beatrice Ferrari, head da Blackbird, avalia que as investidoras são mais prudentes quando o assunto é lidar com as finanças. Isso significa que elas estudam mais antes de tomar uma decisão de investimento, ouvem mais os profissionais de mercado e geralmente optam por correr menos riscos.

“Na minha visão, elas não têm um viés de excesso de confiança, que é o que faz com que os homens percam mais dinheiro. Os investidores homens têm tanta confiança que um determinado trade vai dar certo, que acabam operando mais do que a mulher”, afirma Ferrari. “E quando se compra e vende muito, a tendência é o prejuízo.”

Sara Delfim, CEO da Dahlia Capital, compartilha da mesma opinião. “Nós somos mais sensatas. A mulher sempre teve um perfil mais pragmático, menos lúdico e sonhador do que os homens. No final do dia, isso acaba ajudando”, afirma. “A minha experiência no mercado me fez perceber que os homens são mais impulsivos. As mulheres são mais pé no chão, analisam melhor antes de tomar uma decisão.”

Inseguranças

A posição mais conservadora e de longo prazo das mulheres também foi percebida em uma pesquisa realizada em janeiro deste ano pelo Santander Brasil. Segundo a instituição, que ouviu clientes do segmento Especial, Van Gogh e Select, 70% dos recursos aplicados por mulheres foram destinados à renda fixa, contra 53% dos homens.

Se por um lado a prudência e o conservadorismo podem ser positivos para os investimentos, por outro, essas características podem transparecer um excesso de insegurança. O levantamento da Fidelity Investments também aponta que mesmo entre as mulheres que investem, apenas 1/3 se consideram, de fato, ‘investidoras’.

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Somente 33% das participantes do estudo norte-americano afirmam se sentirem confiantes para tomarem decisões de investimento. Apenas 14% relataram saber ‘muito’ sobre economizar e investir, mesmo que mais da metade (68%) delas relate confiança na capacidade de gerir o orçamento familiar.

Essa frequente dúvida quanto às próprias capacidades é observada por Ferrari, no dia a dia na Blackbird. “Aconteceu algumas vezes de as mulheres virem e entregarem a gestão do portfólio para os maridos e, só depois de um tempo, quando se sentiram confortáveis, passaram a assumir a gestão”, afirma a head.

Na Blackbird, o patrimônio médio de homens e mulheres é parecido. As investidoras possuem cerca de R$ 3,7 milhões alocados no escritório, enquanto eles possuem um tíquete 13,5% maior, de R$ 4,2 milhões. Na visão da especialista, apesar de a distância ser pequena entre os capitais, muitas clientes não conseguem se ver como ‘donas’ do próprio dinheiro.

“Para mim falta que as mulheres acreditem mais nelas, se conscientizem mais sobre a própria capacidade. Se elas foram capazes de ganhar aquele dinheiro, então podem muito bem gerí-lo”, afirma Ferrari.

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A insegurança se estende até mesmo para as reuniões entre clientes e gestores, que são o momento para essas investidoras tirarem dúvidas e fazerem questionamentos. “Sinto falta na troca com as [clientes] mulheres esse bate-papo, de você passar um posicionamento de mercado e elas te questionarem de volta e trazerem o pensamento delas”, explica Ferrari.

Molina, da Ágora, também já presenciou situações parecidas. “Ainda hoje encontro mulheres que deixam todo o salário delas na conta do marido, ou seja, não são elas que tomam conta do dinheiro que elas ganham. Há ocasiões em que eu dou a dica [de investimento] para as mulheres e, mesmo assim, elas precisam primeiro confirmar com o marido antes de tomarem a decisão. O contrário não ocorre.”

O medo de errar também é um ponto sensível. Molina explica que, para os homens, perder dinheiro com alguma operação nem sempre é algo a ser escondido. Para as mulheres, entretanto, a situação acaba se transformando em algo a ser imediatamente camuflado.

“As mulheres têm vergonha de falar quando elas erram [em alguma decisão de investimento], são muito autocríticas. É como se a mulher não pudesse errar, para não ser taxada de ‘burra’. Já o homem costuma falar em rodas de amigos que ganhou isso e aquilo no mercado financeiro, que perdeu dinheiro com determinado ativo e etc”, afirma Molina.

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Delfim, da Dahlia Capital, acredita que o ‘mito’ de que o mercado financeiro é agressivo acaba inibindo as investidoras. “Muitas podem imaginar esse ambiente de homens discutindo, gritando, todo dia fazendo trade e mexendo na carteira, quando não é assim. As coisas são pensadas de forma integrada, sempre com olho no médio e longo prazo”, afirma. “O fato de não fazer grandes movimentações, não significa que você não está investindo bem.”

Investimento e empreendedorismo

Pouco a pouco, as mulheres estão vencendo os estigmas e inseguranças e entrando no mercado financeiro. A Fidelity Investments aponta que 67% das clientes investem em outros produtos além da tradicional poupança para aposentadoria ou reserva de emergência. Em 2018, esse percentual era de 44%.

A crise do coronavírus motivou muitas delas a buscarem mais sobre ativos financeiros. Cerca de 50% afirmou estar mais interessada em investir após a pandemia, enquanto 40% diz que agora possui mais para investir do que no início do choque da covid-19. O estudo também ressalta que 1 em cada 5 mulheres fez seu primeiro investimento em 2020.

Nos próximos 12 meses, 90% das entrevistadas faz planos para conseguir rentabilizar melhor o patrimônio. Pelo menos 67% diz que buscará aumentar sua compreensão acerca do mercado financeiro, 52% criará um plano financeiro para alcançar metas, 44% pretende procurar um profissional para auxiliar nas tomadas de decisão e 42% investirá mais suas economias.

Para Molina,a percepção de que o mercado de capitais é uma forma de empreendedorismo é essencial para que as mulheres se aproximem ainda mais desse universo. Em dezembro de 2021, o Brasil contava com 10,1 milhões de empreendedoras, segundo o Sebrae.

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“Hoje, muitas pessoas não encaram o mercado de investimentos como um empreendimento, um jeito de fazer seu dinheiro trabalhar para você”, afirma Molina. “Se as mulheres entenderem isso, logo o percentual de investidoras na Bolsa se igualará ao dos homens.”

*Com Luiza Lanza

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