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Investimentos

Veja a recomendação de 8 corretoras para as ações da Azul (Azul4)

Ativo avançou 68,60% no mês passado, com o melhor desempenho entre os papéis do Ibovespa

Por Mateus Apud

03/12/2020 | 9:00 Atualização: 03/12/2020 | 9:00

Avião da Azul no Aeroporto Santos Dumont, Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Avião da Azul no Aeroporto Santos Dumont, Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A pandemia da covid-19 impactou severamente as bolsas ao redor do mundo devido às severas medidas de isolamento social impostas para controlar a disseminação da doença. Com isso, os setores mais dependentes da circulação das pessoas foram muito prejudicados e ainda acumulam grandes quedas no ano, como é o caso das companhias aéreas.

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Azul (AZUL4) e GOL (GOLL4), possuem o 11º e 10º pior desempenho do Ibovespa até o fechamento do mercado desta quarta-feira (2), com desvalorização agregada de 30,47%, a R$ 40,52 e 31,66%, a R$ 25,15, respectivamente. Até aqui, o IBOV sobe cai 3,26% em 2020, aos 111.878,53 pontos.

Apesar do desempenho ruim até o momento, o sinal se inverteu em novembro e as duas ações se destacaram positivamente no período. No caso da Azul (AZUL4), o ativo avançou 68,60% no mês, com o melhor desempenho entre os papéis que compõem o IBOV. No período, o principal índice da B3  subiu 15,90%, o seu melhor novembro desde 1999. Já a Gol (GOLL4) cresceu 49,90% no mês passado.

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Neste cenário, o E-Investidor consultou oito corretoras para saber qual a recomendação para o papel depois do salto em novembro. Com três sugestões para “compra”, três “neutra” e duas “venda”, as casas de investimentos têm visões bem diferentes em relação à AZUL4. Confira:

Ágora Investimentos

  • Recomendação: Neutra
  • Preço-alvo: –

Justificativa: “Nossa recomendação Neutra é justificada por: um equilíbrio pouco atraente entre risco e retorno, os preços das passagens permanecem sob pressão e a negociação de ações a 8,6x EV/EBITDA 2021”, diz José Francisco Cataldo, head de Research da Ágora.

Goldman Sachs

  • Recomendação: Compra
  • Preço-alvo: R$ 39,10

Justificativa: “Vemos a empresa bem posicionada em um cenário de recuperação de demanda, com potencial ganho de market share. Reconhecemos, no entanto, que dada a recente alta, o upside está menor do que alguns meses atrás”, afirmam Bruno Amorim, Osmar Camilo e João Frizo, analistas do Goldman Sachs.

UBS BB

  • Recomendação: Venda
  • Preço-alvo: R$ 15,50

Justificativa: “Esperamos um começo de 4T20 e 1T21 com tendências positivas. Vemos, no entanto, a Azul com um valuation muito caro”, afirmam Rogerio Araujo, Nahan Silva e Andressa Varotto, analistas do UBS BB.

Easynvest

  • Recomendação: Neutra
  • Preço-alvo: –

Justificativa: “A ação segue muito volátil. Assim como caíram pelo medo, estão subindo, em grande parte, pela euforia. Por isso, é preferível aguardar por resultados em busca de uma melhor sinalização de que os impactos econômicos estão, de fato, caminhando para o fim”, dizem José Falcão C. Castro e Murilo Breder, analistas da Easynvest.

BTG Pactual

  • Recomendação: Compra
  • Preço-alvo: R$ 47

Justificativa: “A companhia reportou resultados mais fortes do que o esperado durante o terceiro trimestre deste ano e realizou um bom trabalho em termos de gestão”, dizem Lucas Marquiori e Fernanda Recchia, analistas do BTG Pactual.

Ativa Investimentos

  • Recomendação: Compra
  • Preço-alvo: R$ 48,80

Justificativa: “Reconhecemos uma forte melhora em termos de RPK [demanda] e ASK [oferta] nos últimos quatro meses e observamos uma realidade menos anuviada para a empresa neste momento.

Ademais, sua estratégia de focar em rotas sem sobreposição fora do triângulo BSB-RIO-SAO, a chegada da alta temporada, a diminuição da expectativa de queima de caixa no 4T20, adoção de rígido controle de liquidez e de despesas nos fazem acreditar que os ativos da companhia podem se beneficiar do processo de retomada fomentado pelo desenvolvimento de vacinas e a normalização do fluxo de pessoas”, afirma Ilan Arbetman, analista da Ativa.

Warren

  • Recomendação: Neutra
  • Preço-alvo: –

Justificativa: “Os sinais de recuperação da economia estão consistentes e uma vacina já para o primeiro trimestre de 2021 torna a retomada dos setores mais afetados pela pandemia mais rápida. Essa expectativa se refletiu no movimento mais forte que observamos em novembro, principalmente para o setor da aéreas.

Acreditamos que a Azul fez ajustes importantes na sua estrutura operacional e financeira, o que permitiu a redução do risco a uma intensificação das consequências da pandemia. Vemos potencial nos próximos anos mas, efetivamente, a velocidade de difusão da vacina será definitiva na velocidade de recuperação da empresa”, diz Igor Cavaca, analista de investimentos da Warren.

Elite Investimentos

  • Recomendação: Venda
  • Preço-alvo: –

Justificativa: “Apesar da recuperação esperada do setor nos próximos trimestres – a qual parte já foi parcialmente precificada na alta das cotações das ações da Azul na últimas semanas – e do ainda bom desconto em suas cotações em relação aos preços pré-pandemia, não nos sentimos confortáveis em recomendar o posicionamento em suas ações no longo prazo.

Com ambiente econômico atual de recuperação ainda bastante frágil e dólar ainda alto, torna-se muito arriscado o investimento em ações deste setor. Acreditamos que existem outros setores menos voláteis que podem trazer uma relação risco-retorno mais vantajosa ao investidor”, afirma Alexandre de M. Marques Filho, analista da Elite.

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