Os futuros em Nova York operam próximos da estabilidade, enquanto as bolsas europeias seguem sem direção única e os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em alta, apoiados por dados econômicos mais fortes da China.
No câmbio, o dólar avança levemente frente a moedas fortes, ao passo que os rendimentos dos títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano (Treasuries) sobem, refletindo o risco de que o choque de energia prolongue o ciclo de aperto monetário.
No mercado de commodities, o petróleo sobe pela segunda sessão seguida (ao redor de 3%), com o Brent acima de US$ 100 por barril, enquanto o minério de ferro avançou 0,73% na bolsa de Dalian, encerrando cotado a US$ 120,94 por tonelada, sustentado por sinais de demanda firme na China.
Por aqui, o cenário externo mais cauteloso tende a limitar o apetite por risco, reduzindo o fôlego do real e do Ibovespa, ao mesmo tempo em que pressiona a curva de juros. Por outro lado, a forte alta do petróleo segue dando suporte às ações do setor de energia.
No pré-mercado em Nova York, o EWZ sustentava leve alta (+0,10%), enquanto os ADRs da Petrobras apresentavam desempenho positivo (+0,74%), beneficiados tanto pelo avanço da commodity quanto por notícias operacionais no segmento de refino.
O investidor local acompanha ainda a atuação do Banco Central no mercado de câmbio, a divulgação do Boletim Focus e aguarda o balanço da Petrobras após o fechamento, em um contexto de expectativas de inflação ainda sensíveis.