Citi eleva preço-alvo de Braskem (BRKM5) apesar de classificar ação como de alto risco
Banco cita incertezas relacionadas à estrutura de capital e lembra que mercados petroquímicos globais passaram por "fortes oscilações" nos últimos meses
Forte volatilidade e correção dos preços globais de petroquímicos contribuíram para a recomendação neutra do papel. (Imagem: Adobe Stock)
O Citi elevou o preço-alvo da Braskem (BRKM5) de R$ 10 para R$ 14, em uma atualização do seu modelo de negócios, tendo como base os dados operacionais do primeiro trimestre de 2026, em meio à forte volatilidade e à correção dos preços globais de petroquímicos entre abril e maio de 2026.
Apesar da revisão, o banco americano manteve recomendação neutra e classificação de alto risco para a companhia, citando incertezas relacionadas à estrutura de capital. A avaliação é de que os mercados petroquímicos globais passaram por “fortes oscilações” nos últimos meses.
“Fatores como custos mais altos de matéria-prima e paralisações na produção sustentaram os preços no início do período, mas o cenário atual já reflete um consumo mais enfraquecido”, explicam os analistas Gabriel Barra, Pedro Gama e Andrés Cardona, em relatório.
Segundo eles, após altas expressivas em março e abril, impulsionadas pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelas interrupções nas cadeias de suprimento, maio trouxe uma mudança de dinâmica, com o foco do mercado migrando das restrições de oferta para a fraqueza da demanda.
Ainda assim, o Citi afirma enxergar possíveis catalisadores para uma visão mais positiva sobre a Braskem, como um eventual plano de ajuste na estrutura de capital, melhores condições comerciais para aquisição de matéria-prima – o que poderia elevar as vendas – e uma possível extensão do conflito no Oriente Médio, que voltaria a pressionar a oferta global.