Segundo o banco, a originação líquida total de empréstimos para a categoria foi de R$ 2,9 bilhões em abril, um valor inferior à média de R$ 4,1 bilhões registrada no primeiro trimestre de 2026.
Em cartões de crédito, o indicador permaneceu em R$ 2,0 bilhões, em linha com a média do trimestre anterior, mas a de empréstimos pessoais recuou para 900 milhões, ante uma média mensal de R$ 2,0 bilhões no mesmo período.
O Goldman Sachs, no entanto, pondera que os dados de abril não devem ser analisados isoladamente. Destaca que o mês teve menos dias úteis em comparação com março, o que pode ter suprimido mecanicamente os volumes de originação.
Além disso, a forte originação vista no último trimestre de 2025 e no primeiro trimestre de 2026 cria bases de comparação mais altas, que amplificam a aparente desaceleração.
No que diz respeito à qualidade dos ativos, o relatório aponta uma leve deterioração em abril. A inadimplência (NPL) para cartões de crédito nas instituições s2 subiu 30 pontos-base, para 10,5%, enquanto a do setor como um todo avançou 20 pontos-base, para 10,3%.
Já na carteira de empréstimos pessoais, a inadimplência do s2 também cresceu 30 pontos-base, para 12,0%, um desempenho melhor que o do setor, que viu a inadimplência se deteriorar de forma mais acentuada, com alta de 60 pontos-base, para 10,9%.
O Goldman Sachs ressalta que essa deterioração esteve, em grande parte, alinhada ou melhor que as tendências da indústria e que o aumento da inadimplência provavelmente reflete uma migração de estágios iniciais de safras do primeiro trimestre de 2026, em vez de uma deterioração estrutural. O banco recorda ainda que o próprio Nubank afirmou não estar vendo uma deterioração estrutural da qualidade do crédito.