Os contratos futuros das bolsas de Nova York apontam para alta moderada. Na Europa, as principais bolsas operam em queda, enquanto na Ásia o fechamento foi majoritariamente positivo, impulsionado pela retomada dos negócios na China após o feriado local.
No mercado de renda fixa, os rendimentos dos Treasuries avançam levemente. Ao mesmo tempo, o dólar ganha força frente a outras moedas fortes, movimento que costuma refletir maior cautela dos investidores.
Entre as commodities, o petróleo opera em leve queda, devolvendo parte dos ganhos recentes. O ouro, tradicional ativo de proteção em momentos de incerteza, recua mais de 1%, em um movimento de correção após altas anteriores. Já o minério de ferro caiu 1,79% na Bolsa de Dalian, encerrando cotado a US$ 107,17 por tonelada, o que adiciona pressão às empresas do setor de metais e mineração.
No mercado de criptoativos, o Bitcoin recua quase 5%, refletindo um ambiente global mais avesso ao risco, isto é, com investidores reduzindo exposição a ativos considerados mais voláteis.
No cenário doméstico, o ensaio de recuperação dos futuros em Nova York pode oferecer algum suporte à abertura do Ibovespa, principal índice da B3. No entanto, a queda do minério de ferro tende a limitar o desempenho das ações ligadas à mineração, enquanto a leve pressão sobre o petróleo pode trazer volatilidade adicional ao setor de energia.
A agenda do dia inclui a divulgação de dados relevantes sobre as contas externas e sobre a arrecadação federal, indicador da saúde das receitas do governo. Também estão previstos leilões do Tesouro Nacional, nos quais o governo emite títulos públicos para financiar sua dívida; esses eventos podem influenciar tanto o câmbio quanto a curva de juros, que representa as expectativas do mercado para as taxas de juros futuras.
Além disso, o mercado acompanha a repercussão de resultados corporativos e discussões setoriais que seguem no radar dos investidores.