A fidelidade com o papel surge em meio à deterioração da qualidade da carteira de crédito do BB, sobretudo no agronegócio. O cenário desafiador resultou em sucessivas frustrações do mercado, com resultados abaixo do consenso dos analistas e uma queda de 49,8% do lucro em 2025 frente a 2024.
Entre os resultados divulgados ao longo do ano passado, apenas o balanço do quarto trimestre trouxe sinais de recuperação. No período, o BB reportou um lucro de R$ 5,7 bilhões, cerca de 40% acima do consenso de mercado, que indicava um lucro na casa de R$ 4 bi, segundo o Broadcast. Os números, porém, seguiram sendo considerados fracos dado o histórico da companhia, na avaliação de analistas. Veja os detalhes nesta reportagem.
Ainda assim, a estatal sustenta o seu calendário de pagamento de dividendos, o que pode ter ajudado a manter a sua base fiel de investidores. Apesar da revisão do payout (porcentagem do lucro distribuída na forma de proventos) de 40% para 30% no passado, o BB estabeleceu oito fluxos de pagamento aos acionistas em 2026, sendo quatro pagamentos realizados ao longo dos trimestres de referência, de forma antecipada, e outros quatro pagamentos complementares, efetivados após o encerramento dos trimestres de referência.
O primeiro depósito foi realizado em março via juros sobre capital próprio (JCP) no valor de R$ 0,07014190 por ação, com dividend yield aproximado de 0,26%. A data-com (último dia útil para comprar ou possuir uma ação e garantir o direito de receber os dividendos ou outros proventos anunciados pela empresa) foi em 2 de março de 2026.