“Acreditamos que há uma oportunidade significativa de trazer os efeitos do nosso modelo de negócios que se auto reforça para setores adjacentes, onde podemos desafiar modelos legados e fornecer valor adicional para nossos clientes existentes e novos. Por exemplo, acreditamos que existam oportunidades semelhantes para simplificar a vida diária de nossos clientes, desafiando os modelos existentes em setores como comércio eletrônico, saúde e telecomunicações”, afirma o Nubank no prospecto.
Na seção de ‘descrição de fatores de risco’, o banco digital também cita a alta dependência do negócio em relação ao funcionamento adequado dos sistemas de tecnologia da informação, incluindo as redes de telecomunicações e provedores de internet.
“Nosso crescimento contínuo depende, em parte, da capacidade de nossos clientes existentes e potenciais de acessar nossos produtos e recursos de plataforma a qualquer momento e dentro de um período de tempo aceitável. Este acesso contínuo aos nossos produtos e recursos da plataforma depende da operação eficiente e ininterrupta de vários sistemas, incluindo nossos sistemas de computador, software, data centers, redes de telecomunicações, bem como os sistemas de terceiros”, explica o banco.
IPO do Nubank
Em Nova York, o Nubank pode levantar até US$ 3,6 bilhões na oferta pública inicial, com uma faixa indicativa de ações que vai de US$ 10 a US$ 11. Já na oferta brasileira, de BDRs (Brazilian Depositary Receipts), a faixa de preço estabelecida é R$ 9,35 a R$ 10,29.
A expectativa do Nubank é obter um valor de mercado de US$ 51 bilhões, o que já superaria alguns grandes concorrentes, como o Itaú Unibanco, cujo valor de mercado é US$ 39 bilhões.