Em comunicado, Gomes Neto agradece pela consideração ao seu nome no processo de sucessão da Vale. “Mas, para evitar especulações, gostaria de reafirmar meu compromisso com a Embraer, que passa por um período de crescimento muito positivo e conta com um plano estratégico robusto para garantir um futuro sustentável para a companhia”, comenta.
“Em respeito à Klabin e para evitar qualquer tipo de especulação, Cristiano reforça o seu compromisso com a Klabin S.A., e seus colaboradores, acionistas, diretoria e Conselho de Administração”, reforça a produtora e exportadora de papéis.
Ambas as notas foram divulgadas após a reportagem apontar, na quarta-feira (10), o perfil dos prováveis sucessores de Bartolomeo. Os nomes de Gomes Neto e Teixeira estavam numa lista que elencava os pontos fortes na carreira dos candidatos à presidência da mineradora, segundo o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Além dos dois, a publicação afirma que Gustavo Werneck, da Gerdau (GGBR4), Carlos Piani, da Equatorial (EQTL3), Maurício Bahr, da Engie (EGIE3), Antonio Maciel Neto (Caoa), o ex-ministro e ex-presidente da Petrobras (PETR3; PETR4), Pedro Parente, o presidente da Volks nos EUA, Pablo Di Si, e dois executivos da mineração, Ruben Marcos Fernandes (Anglo American) e Marcelo Bastos (BHP e ex-Vale) também figuravam no documento.
Influência do governo na Vale
A disputa pela presidência da Vale ocorre em meio à crescente pressão do governo brasileiro para influenciar o processo de sucessão. Apesar da privatização da Vale em 1997, a intervenção governamental continua sendo uma questão relevante no setor de mineração.
A pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a Vale aumentou nos últimos meses, especialmente após a tentativa frustrada de indicar o ex-ministro Guido Mantega para o comando da empresa. Lula tem argumentado que a Vale “precisa prestar contas ao Brasil” e não pode agir como “dona” do País, ressaltando a importância da mineradora em seus planos para a recuperação econômica doméstica.