• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

Governos começam a criar moedas digitais

Os "Govcoins” prometem fazer as finanças funcionarem melhor, mas retiram poder de indivíduos

Por E-Investidor

15/05/2021 | 7:00 Atualização: 13/05/2021 | 13:26

Cesta de criptomoedas (Foto: Evanto Elements)
Cesta de criptomoedas (Foto: Evanto Elements)

(The Economist) – As mudanças tecnológicas estão transformando o setor das finanças. O bitcoin passou de uma obsessão anarquista a uma classe de ativos de US$ 1 trilhão, que muitos gerentes de fundos insistem que é digna de integrar qualquer portfólio equilibrado. Hordas de especuladores digitais se tornaram uma força em Wall Street.

Leia mais:
  • 10 filmes e séries para entender Bitcoin e criptomoedas
  • Entenda por que o Bitcoin pode voltar a se valorizar
  • Banano e Cuidado: conheça 7 criptos com nomes curiosos
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O PayPal possui 392 milhões de usuários, um sinal de que os Estados Unidos estão alcançando os gigantes chineses dos pagamentos digitais. Ainda assim, conforme explica nosso relatório especial, a perturbação menos notada na fronteira entre tecnologia e finanças pode acabar sendo a mais revolucionária: governos criando moedas digitais, o que tem o objetivo, tipicamente, de permitir às pessoas depositar fundos diretamente por meio de um banco central, evitando os credores convencionais.

Esses “govcoins” são a nova encarnação do dinheiro. Prometem fazer as finanças funcionarem melhor, mas também retiram o poder de indivíduos e o concedem a Estados, alteram a geopolítica e mudam a maneira como o capital é alocado. Também devem ser considerados com otimismo – e humildade.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Mais ou menos uma década atrás, em meio aos escombros do Lehman Brothers, Paul Volcker, ex-diretor do Federal Reserve, resmungou que a última inovação útil no sistema bancário tinham sido os caixas eletrônicos. Desde a crise, o setor financeiro elevou suas apostas. Os bancos modernizaram seus enferrujados sistemas de TI. Empreendedores criaram um mundo de “finanças decentralizadas”, do qual o bitcoin é o mais famoso participante e que contém uma variedade de tokens, bancos de dados e conexões que interagem em variados níveis com os mecanismos financeiros tradicionais. Enquanto isso, empresas de “plataformas” financeiras têm atualmente mais de 3 bilhões de clientes, que usam suas carteiras eletrônicas e aplicativos de pagamentos. Ao lado do PayPal estão outros especialistas, como Ant Group, Grab e Mercado Pago; firmas tradicionais, como Visa; e empresas pretensiosas do Vale do Silício, como o Facebook.

Moedas eletrônicas de governos ou bancos centrais são o próximo passo, mas elas vêm com uma pegadinha, porque centralizariam o poder no Estado, no lugar de distribuí-lo por redes ou entregá-lo a monopólios privados. A ideia por trás delas é simples. Em vez de manter uma conta corrente em um banco, faríamos isso diretamente em um banco central, por meio de uma interface parecida com aplicativos como Alipay ou Venmo.

Em vez de passar cheques ou fazer pagamentos on-line com cartão, poderíamos usar as baratas conexões dos bancos centrais. E nosso dinheiro seria garantido pela total boa-fé do Estado – e não por um banco falível. Quer pedir uma pizza ou ajudar um irmão que precisa de dinheiro? Não precisa enfrentar a central de atendimento ao cliente do Citigroup nem pagar as taxas do Mastercard: o Banco da Inglaterra e o FED estarão ao seu dispor.

Essa metamorfose nos bancos centrais, de aristocratas das finanças para trabalhadores em função delas, parece inverossímil, mas já está em andamento. Mais de 50 autoridades monetárias, que representam a maior parte do PIB global, estão explorando moedas digitais. As Bahamas lançaram uma moeda digital. A China introduziu o piloto de seu yuan eletrônico a mais de 500 mil pessoas. A UE quer um euro virtual até 2025, o Reino Unido lançou uma força-tarefa, e os EUA, o gigante hegemônico das finanças, está criando um hipotético dólar eletrônico.

Publicidade

Uma motivação para governos e bancos centrais é o medo de perder o controle. Os atuais bancos centrais usam o sistema bancário para amplificar políticas monetárias. Se pagamentos, depósitos e empréstimos migrarem dos bancos comuns para meios digitais privados, os bancos centrais terão dificuldades para gerenciar os ciclos da economia e injetar fundos no sistema durante as crises. Redes privadas sem supervisão poderiam virar uma terra de ninguém e ocasionar fraudes e violações de privacidade.

Outra motivação é a promessa de um sistema financeiro melhor. Idealmente, o dinheiro oferece uma maneira confiável de armazenar valor, uma unidade estável de contabilidade e uma maneira eficiente de pagar pelas coisas. O dinheiro de hoje apresenta resultados mistos nesses quesitos. Depositários não garantidos podem sofrer se os bancos falirem, o bitcoin não é amplamente aceito e cartões de crédito são caros. Moedas eletrônicas de governos fariam muito sucesso, desde que que sejam garantidas pelos Estados e utilizarem meios de pagamentos centralizados.

Como resultado, os govcoins seriam capazes de cortar despesas de operação do setor financeiro global, que totalizam mais de US$ 350 por ano para cada habitante da Terra. Isso poderia tornar o sistema financeiro acessível para 1,7 bilhão de pessoas que não possuem conta no banco. Moedas digitais de Estados poderiam também expandir as ferramentas dos governos, ao permitir que eles façam pagamentos instantâneos aos cidadãos e reduzam taxas de juros a níveis negativos. Para usuários convencionais, é óbvio o atrativo de um meio universal, gratuito, seguro e instantâneo de pagamentos.

É esse atrativo, porém, que gera perigos. Sem limitações, os govcoins poderiam se tornar rapidamente a força dominante nas finanças, particularmente se os efeitos em cadeia dificultassem as coisas para as pessoas que optassem por não usá-los. Essas moedas digitais poderiam desestabilizar os bancos, porque se a maioria das pessoas guardar seu dinheiro em bancos centrais, os credores teriam de encontrar novas fontes de financiamento para conseguir emprestar dinheiro.

Publicidade

Se bancos comuns ficarem sem fundos, outro ente teria de conceder os empréstimos que financiam a criação de empresas. Isso traz a desagradável perspectiva de burocratas que influenciariam a alocação de créditos. Em uma crise, uma corrida de poupadores digitais poderia causar corridas aos bancos.

Uma vez que ganharem impulso, os govcoins poderiam constituir sistemas de monitoramento pelos quais os Estados seriam capazes de controlar os cidadãos: imagine se houvesse multas eletrônicas instantâneas por maus comportamentos. Essas moedas digitais poderiam alterar a geopolítica, também, ao fornecer um meio de pagamentos transfronteiriço e alternativas ao dólar, que serve de reserva cambial ao mundo e é o elemento fundamental da influência americana.

O reinado das verdinhas se baseia em parte nos mercados americanos abertos ao capital e nos direitos à propriedade nos EUA, o que a China não é capaz de rivalizar. Mas também depende de sistemas antiquados de pagamentos, protocolos de faturamento e inércia – que o deixam suscetível a perturbações. Países pequenos temem que, em vez de utilizar a moeda local, as pessoas prefiram as moedas eletrônicas estrangeiras, provocando caos dentro de suas fronteiras.

Novo dinheiro, novos problemas

Esse vasto espectro de oportunidades e perigos é intimidador. E está revelando que os autocratas chineses, que valorizam o controle acima de tudo, estão limitando o tamanho do e-yuan e reprimindo plataformas privadas como o Ant. Sociedades livres também deveriam proceder com cautela e, digamos, estabelecer limites às contas de moedas digitais.

Governos e firmas financeiras precisam se preparar para uma mudança a longo prazo na maneira como o dinheiro funciona, assim como ocorreu nos momentos de mudança para moedas metálicas ou cartões de pagamento. Isso significa robustecer leis de privacidade, reformular a maneira que os bancos centrais são gerenciados e preparar os bancos comuns para um papel mais periférico. Moedas eletrônicas de Estados são o novo grande experimento das finanças e prometem surtir muito mais efeitos do que os humildes caixas eletrônicos.

Publicidade

(Tradução de Augusto Calil)

© 2021 The Economist Newspaper Limited. Direitos reservados. Publicado sob licença. O texto original em inglês está em www.economist.com

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Bitcoin
  • Criptomoeda
  • Tecnologia
Cotações
08/05/2026 6h09 (delay 15min)
Câmbio
08/05/2026 6h09 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Gringos impulsionam o Ibovespa, small caps ficam para trás e criam oportunidade

  • 2

    Ações recomendadas para maio reposicionam apostas na Bolsa; veja as escolhas de bancos e corretoras

  • 3

    Ibovespa hoje fecha em alta com aposta por acordo entre EUA e Irã; petróleo tomba

  • 4

    As small caps mais recomendadas para investir em maio, segundo 7 bancos e corretoras

  • 5

    Dividendos em maio: bancos e corretoras ajustam carteiras, mas reforçam apostas; veja o que comprar

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Bilhete para gratuidade no Metrô: onde idosos podem solicitar o cartão?
Logo E-Investidor
Bilhete para gratuidade no Metrô: onde idosos podem solicitar o cartão?
Imagem principal sobre o 13º salário do INSS antecipado: saiba qual é o novo valor das parcelas
Logo E-Investidor
13º salário do INSS antecipado: saiba qual é o novo valor das parcelas
Imagem principal sobre o Idosos com dívidas: veja como realizar a portabilidade de empréstimos consignados
Logo E-Investidor
Idosos com dívidas: veja como realizar a portabilidade de empréstimos consignados
Imagem principal sobre o 1º lote da restituição do IR 2026: quando o dinheiro será liberado?
Logo E-Investidor
1º lote da restituição do IR 2026: quando o dinheiro será liberado?
Imagem principal sobre o Desconto da conta de água: quem tem direito à Tarifa Social?
Logo E-Investidor
Desconto da conta de água: quem tem direito à Tarifa Social?
Imagem principal sobre o Idosos com 60 anos devem ter um destes bilhetes para conseguir gratuidade no Metrô
Logo E-Investidor
Idosos com 60 anos devem ter um destes bilhetes para conseguir gratuidade no Metrô
Imagem principal sobre o Prova de vida 2026: veja como realizar a comprovação digitalmente
Logo E-Investidor
Prova de vida 2026: veja como realizar a comprovação digitalmente
Imagem principal sobre o Prova de vida: idosos devem saber quando realizar o procedimento para não perder a aposentadoria
Logo E-Investidor
Prova de vida: idosos devem saber quando realizar o procedimento para não perder a aposentadoria
Últimas: Investimentos
Tesouro Reserva estreia com toque de campainha na B3; novo título terá liquidez 24 horas e aplicação a partir de R$ 1
Investimentos
Tesouro Reserva estreia com toque de campainha na B3; novo título terá liquidez 24 horas e aplicação a partir de R$ 1

Novo título do Tesouro Direto não possui marcação a mercado, o que traz previsibilidade no valor resgatado

07/05/2026 | 10h38 | Por Isabela Ortiz
IPO da Compass vai reabrir janela na B3? Entenda por que retomada ainda pode demorar
Investimentos
IPO da Compass vai reabrir janela na B3? Entenda por que retomada ainda pode demorar

Primeira operação do tipo em 4 anos tem mais a ver com problemas da holding Cosan do que com um novo momento favorável na Bolsa; estreia da empresa acontece nesta segunda-feira (11)

07/05/2026 | 05h30 | Por Luíza Lanza
Entre a euforia e a queda: na última janela de IPOs, 80% das empresas deram prejuízo ao investidor
Investimentos
Entre a euforia e a queda: na última janela de IPOs, 80% das empresas deram prejuízo ao investidor

Estudo da Seneca Evercore mostra que apenas 22% das empresas que se listaram na B3 desde 2016 tiveram desempenho positivo; só 5% delas ganhou do Ibovespa no período

07/05/2026 | 05h30 | Por Luíza Lanza
FIIs ganham novo papel na B3 e passam a valer como garantia em operações
Investimentos
FIIs ganham novo papel na B3 e passam a valer como garantia em operações

Medida amplia uso dos fundos imobiliários e busca atrair novos investidores para a classe

06/05/2026 | 12h07 | Por Igor Markevich

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador