Por volta das 07h30 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 tinha queda de 1,13%, a 467,70 pontos. A bolsa de Londres caía 1,57%, a de Paris recuava 1,11% e a de Frankfurt cedia 1,10%. Já as de Milão, Madri e Lisboa tinham perdas de 1,01%, 1,08% e 1,42%, respectivamente.
Nos comentários mais recentes, a presidente do BCE, Christine Lagarde, disse à Bloomberg em Davos, onde participa do Fórum Econômico Mundial, que embora a inflação na zona do euro esteja voltando para a meta oficial, ainda não é possível declarar vitória. Já o dirigente do BCE e presidente do BC holandês, Klass Knot, disse que é improvável que haja cortes de juros no primeiro semestre deste ano.
No Reino Unido, a taxa anual da inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) acelerou inesperadamente em dezembro, a 4%, impulsionando a libra e reduzindo as chances de eventual relaxamento da política monetária do Banco da Inglaterra (BoE).
Ainda no campo da política monetária, um diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) previu na última terça-feira (16) que os juros americanos cairão menos este ano do que se imaginava. Em reação, as bolsas de Nova York encerraram o pregão de terça em baixa.
Pesa ainda no sentimento do investidor na Europa a última bateria de indicadores da China. No quarto trimestre de 2023, o Produto Interno Bruto (PIB) chinês teve expansão anual de 5,2%, em linha com a previsão de analistas consultados pela FactSet. O resultado, porém, ficou abaixo do consenso do The Wall Street Journal (+5,6%) e da Reuters (+5,3%). Números chineses do varejo e do setor imobiliário também desagradaram.
Ainda nesta quarta-feira, a Eurostat divulga pesquisa final do CPI da zona do euro, que mostrou aceleração na leitura preliminar.