“Apesar dos persistentes desafios de coleta de caixa e dinâmicas de capital de giro piores na indústria de saúde, esses players devem continuar se destacando, apresentando resultados trimestrais sólidos com margens melhorando e melhores tendências de FCF”, aponta o banco.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sugerem uma forte inflação nos serviços de saúde, com os preços de hospitalização e diagnóstico superando o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo do Brasil) no período. Com base neste cenário, o BTG aponta que as empresas provedoras, como Rede D’Or e Fleury, devem apresentar margens ligeiramente melhores.
“Apesar da sazonalidade desfavorável, que acontece com maior frequência no segundo trimestre, os planos de saúde ainda devem apresentar uma sinistralidade (MLR) significativamente melhor na base anual, com competição menos agressiva e resultados sólidos”, avaliam os analistas Samuel Alves e Yan Cesquim.
Já para os planos de saúde, o aumento de preço de dois dígitos e um controle mais rígido sobre os custos devem melhorar novamente a sinistralidade (MLR) de caixa na base anual. O trimestre para o setor, no entanto, apresentará sua sazonalidade usual, com um maior número de frequência na ativação dos planos e maiores taxas de perda trimestral.
A expectativa do banco é de uma sinistralidade de caixa de 70,8% para Hapvida, recuo de 310 pontos-base (bps) no comparativo anual e alta de 280 bps no comparativo trimestral. Para SulAmérica, da Rede D’Or, a sinistralidade de caixa deve ser de 84%, queda de 230 bps no ano e de 150 bps no trimestre.
Para Hypera (HYPE3), a expectativa do BTG Pactual é de que a companhia tenha um segundo trimestre “sem brilho”, como a única grande empresa do setor de saúde a apresentar resultados fracos.
*Com informações do Broadcast