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O banco revisou o cenário operacional para incorporar os desdobramentos do primeiro trimestre e uma “fraqueza maior” na demanda logística, depois que projeções recentes de safra indicaram impactos mais relevantes para as próximas colheitas de milho e soja.
Na avaliação do Citi, esse ambiente deve manter os fretes em níveis mais baixos, apesar da execução de volumes orientada para o retorno por parte da administração. Ao mesmo tempo, o banco ajustou o seu modelo para uma alocação de capex (investimentos) mais gradual à frente.
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Ainda assim, o banco aponta que cortes mais lentos da Selic (taxa básica de juros) em 2026 e 2027 elevam o custo financeiro, aumentando a pressão sobre o fluxo de caixa livre.
Além disso, diante dos resultados do primeiro trimestre, o banco passou a ver tarifas mais fracas ao longo de 2026, mesmo com preços de diesel mais altos. A Rumo espera tarifas estáveis em relação a 2025 no segundo trimestre, com 100% dos volumes já contratados. Como cerca de 50% dos volumes do segundo semestre já estariam vendidos, o Citi espera apenas aumentos leves no terceiro trimestre.
O banco aponta ainda que a maior incerteza está no quarto trimestre e nas negociações de frete do milho, em que enxerga mais potencial para alta das tarifas, mas ainda projeta crescimento baixo de preços.
Para os próximos anos, os comentários da administração indicam um “ramp-up” (processo de aceleração e crescimento gradual de operações em uma empresa) de volumes da expansão no Mato Grosso mais gradual do que a prevista anteriormente. Com isso, o banco projeta crescimento de volumes mais lento em 2027, mas com uma trajetória mais saudável de crescimento de tarifas. Ainda assim, o Citi mantém a expectativa de que a empresa alcance sua capacidade máxima até 2028.
Do lado de investimentos, o Citi ajustou o capex para um nível um pouco menor na expansão do Mato Grosso no segundo semestre, embora ainda projete o início dos investimentos da fase 2 em 2027. O banco também vê um capex de manutenção marginalmente menor neste e no próximo ano, tanto no sistema Sul quanto na expansão no Mato Grosso.
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Para o sistema Paulista, o banco reduziu a curva de investimentos no curto prazo, com base em comentários da gestão que sugerem desembolsos de aproximadamente R$ 1,0 bilhão por ano, abaixo do esperado. Em contrapartida, afirma que o desembolso remanescente de R$ 5 bilhões no sistema Paulista parece maior do que o estimado, o que levou o Citi a elevar suas projeções de investimento de expansão no longo prazo.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
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