Ao longo da sessão, o câmbio deve ser influenciado pelos novos desdobramentos dos conflitos do Oriente Médio. Na segunda-feira (18), o republicano já havia afirmado que as “negociações eram sérias” com o Irã e citou expectativa de que um acordo “muito aceitável” seja alcançado, razão pela qual decidiu suspender um ataque militar planejado contra Teerã, originalmente previsto para ocorrer “amanhã”.
Já o Irã avalia reabrir o Estreito de Ormuz, mas sem permissão para a passagem de navios dos Estados Unidos, de Israel e de países que apoiaram a guerra, segundo a Folha de S.Paulo. O desempenho da divisa americana também deve ser influenciada pelos rendimentos dos títulos de renda fixa da dívida pública dos Estados Unidos, os Treasuries. Na sessão de hoje, os papéis avançam e ficam próximos do maior patamar desde 2007, segundo informações da Bloomberg.
Por volta das 8h40 (de Brasília), o juro da T-note de 2 anos subia a 4,074%, o da T-note de 10 anos avançava a 4,615% e o do T-bond de 30 anos aumentava a 5,147%. Os investidores monitoram ainda comentários de dirigentes do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) e um indicador do setor imobiliário americano.
No Brasil, o foco está no presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em audiência no Senado, e no diretor de Política Monetária, Nilton David, em evento do Santander, em busca de sinais sobre juros e câmbio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também aparece no radar com o lançamento do programa Move Aplicativos.
No cenário político, a pesquisa Atlas/Bloomberg já refletindo o desgaste político do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro após novas revelações sobre o caso Banco Master, pode adicionar prêmio à curva de juros e elevar a volatilidade local.
As intenções de votos do senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) caíram 5,4 pontos porcentuais no primeiro turno e 6 pontos em um eventual segundo turno depois do áudio em que ele pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master, vir à tona.
Com isso, o presidente Lula (PT) passou a liderar a disputa contra Flávio no segundo turno e ampliou a vantagem no primeiro. A rejeição de Flávio subiu de 49,8% para 52% e a de Lula oscilou de 51% para 50,6%. Além disso, 51,7% dos eleitores veem evidências de envolvimento de Flávio com o escândalo do Banco Master.
*Com informações da Broadcast