“Dou uma ênfase adicional em alimentação fora do domicílio, aluguel e produtos automotivos. Serviços seguem ganhando tração (0,74% para 1,03%), e sem alívio dos bens industriais, que desaceleram muito marginalmente (1,10% para 0,98%), ainda em nível elevado”, analista o economista.
Para Rodrigues, o esperado alívio dos bens industriais em 2022 não deve se concretizar. Ele ressalta que os problemas da cadeia produtiva são mais estruturais do que se imaginava e podem demorar mais de um ano até a normalização. Dessa forma, apesar de haver expectativa de certa desaceleração nos preços do setor, a tendência é de permanência de taxas acima do indicador cheio, pressionando o IPCA para cima.
A surpresa no IPCA-15 de outubro coloca um viés de alta na estimativa de 0,86% para o IPCA fechado do mês, acrescenta o economista do BV. Além disso, a projeção para a inflação de 2021, de 8,80%, deverá ser revisada para cima.