O petróleo hoje opera em dissonância, em um movimento que reflete a combinação de medidas emergenciais para aliviar a oferta e sinais, ainda incipientes, de retomada de negociações no eixo Estados Unidos-Irã.
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O petróleo hoje opera em dissonância, em um movimento que reflete a combinação de medidas emergenciais para aliviar a oferta e sinais, ainda incipientes, de retomada de negociações no eixo Estados Unidos-Irã.
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Por volta das 11h30 (de Brasília) desta sexta-feira (24), o Brent para julho avançava 0,09%, a US$ 105,16, enquanto o WTI para junho, bastante volátil, recuava 0,77%, a US$ 95,15. Mais cedo, ambos os contratos chegaram a operar em baixa, com o Brent se aproximando novamente dos US$ 100, mas inverteram o sinal ao longo da manhã.
Na B3, o movimento se traduz em correção para as petroleiras. Às 11h30, a Petrobras (PETR3; PETR4) recuava 1,23% nas ações ordinárias, a R$ 52,10, e 1,49% nas preferenciais, a R$ 47,06. No restante do setor, o sinal também era negativo, com Prio (PRIO3) em queda de 0,83%, a R$ 62,20, PetroReconcavo (RECV3) cedendo 0,88%, a R$ 13,52, e Brava Energia (BRAV3) caindo 4,12%, a R$ 19,34, pressionada por fatores específicos e pelo movimento do petróleo.
O principal vetor da virada veio de Washington. O governo dos Estados Unidos prorrogou por 90 dias uma isenção para o transporte marítimo, permitindo maior flexibilidade na movimentação de petróleo, combustíveis e fertilizantes. A medida busca mitigar gargalos logísticos e reduzir os impactos da guerra no Oriente Médio sobre a oferta global.
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A decisão amplia a capacidade de circulação de cargas entre portos americanos, funcionando como um amortecedor em um momento de forte restrição logística.
No campo estrutural, o Japão anunciou a liberação de 36,48 milhões de barris de suas reservas estratégicas a partir de maio. O volume faz parte de um pacote mais amplo, equivalente a cerca de um mês de consumo, já sinalizado anteriormente pelo governo.
Além disso, o país asiático iniciou a aquisição de petróleo por rotas alternativas que não dependem do Estreito de Ormuz, cujo tráfego segue severamente afetado pelo conflito envolvendo o Irã.
O movimento reforça a tentativa de grandes importadores de reduzir a exposição a gargalos geopolíticos e garantir segurança energética no médio prazo.
Ao mesmo tempo, o mercado acompanha relatos de que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, pode iniciar novos contatos diplomáticos, em um possível esforço para retomar negociações com os Estados Unidos.
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Embora ainda sem confirmação oficial ou calendário definido, o fluxo de informações contribui para reduzir parcialmente o prêmio de risco embutido nos preços nos últimos dias.
No front doméstico, dados preliminares da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) mostram que a produção de petróleo e gás no Brasil atingiu recorde em março, com 5,528 milhões de barris de óleo equivalente por dia.
O crescimento foi puxado pelo pré-sal, que respondeu por mais de 80% do total, consolidando o País como um dos vetores relevantes de expansão de oferta no cenário global, ainda que com impacto mais diluído no curto prazo sobre os preços.
Com informações do Broadcast
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