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Petróleo acima de US$ 100 trava risco global e puxa Ibovespa para queda, mesmo com dólar em baixa

Tensão no Oriente Médio eleva prêmio de risco, pressiona juros no Brasil e limita bolsas; fluxo sustenta real

Ibovespa recua com petróleo acima de US$ 100 e tensões no Oriente Médio. Dólar cai no Brasil, enquanto juros sobem com impacto inflacionário e incerteza sobre a Selic. (Imagem: Adobe Stock)
Ibovespa recua com petróleo acima de US$ 100 e tensões no Oriente Médio. Dólar cai no Brasil, enquanto juros sobem com impacto inflacionário e incerteza sobre a Selic. (Imagem: Adobe Stock)

O pregão lá fora ganha um tom mais defensivo nesta quinta-feira (23), à medida que as tensões geopolíticas no Oriente Médio voltam a colocar em xeque a normalização do fluxo de energia, com ruídos no Estreito de Ormuz mantendo o barril do petróleo acima de US$ 100 e com alta volatilidade.

Com o choque de oferta reacendendo o debate sobre inflação e espaço para cortes de juros, o mercado alterna entre busca por proteção e reprecificação de crescimento, o que deixa Treasuries, títulos do Tesouro americano, e dólar próximos da estabilidade e limita o apetite por risco.

Com esse pano de fundo, as bolsas de Nova York perdem tração depois de máximas recentes, enquanto investidores também digerem balanços corporativos e sinais mistos de atividade: Índices de Gerentes de Compras (PMIs) mais fracos na Europa e mais resilientes nos Estados Unidos e Reino Unido.

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No Brasil, sem nenhum gatilho local dominante, a sessão é “puxada” pelo exterior: o Ibovespa cai e trabalha perto dos 192 mil pontos, com pressão concentrada em mineração, bancos e papéis sensíveis à curva de juros, enquanto o setor de petróleo sobe. A alta do Brent reforça a leitura de pressão de custos e, por tabela, a percepção de que o Comitê de Política Monetária (Copom) terá menos conforto para acelerar o afrouxamento — resultado: Depósitos Interfinanceiros (DIs) sobem apesar do real mais firme.

No câmbio, o roteiro é diferente do exterior: o dólar recua para perto de R$ 4,96, movimento associado a fluxo comercial e estrangeiro, ao leilão de prefixados do Tesouro e à antecipação do mercado a um corte de 0,25 pp na Selic na próxima reunião. Com isso, por volta das 14h30, o principal índice da B3 cai 0,52% aos 191.881 pontos.

Entre as ações que compõem o Ibovespa, Brava (BRAV3) se sobressai com ganhos, embalada por notícia de que a Ecopetrol estaria perto de negociar participação na companhia, o que aumenta a expectativa de transação e reprecifica o papel. Entre as blue chips, Vale (VALE3) acompanha a perda do minério de ferro em Dalian, enquanto bancos devolvem parte do avanço recente, ainda sob um humor mais cauteloso do mercado.

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