Os mercados lá fora operam mistos, com o noticiário e as tensões geopolíticas mantendo os investidores atentos aos riscos para o fluxo de energia e logística, o que mantém o petróleo muito volátil, ao redor de US$ 100 por barril.
Nesse ambiente, o dólar oscila sem direção firme frente a pares, enquanto os Treasuries, títulos do Tesouro americano, também não exibem uma trajetória única, refletindo busca por proteção e reprecificação de riscos. Em Nova York, o humor é melhor em parte do pregão, com o setor de tecnologia dando suporte a S&P 500 e Nasdaq após resultados corporativos fortes — destaque para a Intel —, ajudando a contrabalançar o pano de fundo mais sensível a risco. Com agenda mais leve, o mercado acaba “girando” ao sabor de manchetes, alternando apetite por risco e postura defensiva ao longo da sessão.
No Brasil, o mercado sente o peso desse ambiente externo e também de ruídos locais: o Ibovespa aprofunda perdas e flerta com o nível de 190 mil pontos, pressionado por blue chips e ações mais cíclicas.
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No câmbio, o dólar se firmou em alta moderada e volta a rondar R$ 5,00, em meio a ajuste técnico após quedas recentes e a leituras do setor externo piores que o esperado (como o déficit em conta corrente). Já os juros futuros caminham na direção oposta do câmbio e recuam, acompanhando a queda dos rendimentos dos Treasuries, com o mercado ainda majoritariamente precificando corte de 0,25 pp na Selic na próxima reunião. Perto das 14h, o Ibovespa recuava 0,68% aos 190.081 pontos.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, o destaque positivo do dia fica com Usiminas (USIM5), que dispara após divulgação de resultados acima do esperado. Na ponta oposta, Brava (BRAV3) recua com força com a perspectiva de OPA (Oferta Pública de Aquisição de Ações). O bloco ligado a energia aparece mais pressionado: Petrobras (PETR3; PETR4) e pares cedem acompanhando a volatilidade do Brent, o que limita o fôlego do índice mesmo com o petróleo ainda em patamar elevado.
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