A sessão acontece com postura mais defensiva no exterior, com os investidores recalibrando o apetite a risco após o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e sinais de restrição à navegação em rota estratégica de energia, o que recoloca o “prêmio de risco” no preço do petróleo.
Com o Brent acima de US$ 100 (alta em torno de 6%), o mercado volta a discutir impactos inflacionários e, por consequência, o espaço para cortes de juros nos EUA, enquanto os Treasuries, títulos do Tesouro estadunidense, oscilam entre busca por proteção e reprecificação da inflação. Nesse pano de fundo, o dólar ganha leve tração global, com o DXY no campo positivo, as bolsas norte-americanas em alta e a Europa encerrando o dia em baixa.
No Brasil, o Ibovespa abriu pressionado, mas foi encontrando suporte ao longo da manhã justamente nos ativos ligados a commodities, que capturam a alta do petróleo e do minério de ferro, ajudando a amortecer a aversão ao risco. Por volta de 14h00, o Ibovespa operava próximo à estabilidade, aos 197.112 pontos e o dólar em baixa, forçando suporte na região dos R$ 5,00.
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Entre as ações que compõem o Ibovespa, Petrobras (PETR3; PETR4) opera em alta, com o Brent rompendo novamente os US$ 100, o que ajuda o setor de óleo e gás a segurar o índice. Na outra ponta, os grandes bancos ficam no vermelho, refletindo um pregão mais cauteloso e menor disposição para risco. Em mineração, a Vale (VALE3) consegue virar para alta, com apoio do minério de ferro no exterior, enquanto as siderúrgicas seguem mais pressionadas.
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