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Petróleo a US$ 110 pressiona juros e derruba bolsas; Ibovespa cede com Vale e bancos

Escalada no Oriente Médio reacende inflação, fortalece o dólar e trava apostas de cortes mais profundos da Selic.

No exterior, os mercados globais atravessam a superquarta sob um clima mais defensivo, em meio à intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que impulsionaram o petróleo para a região próxima dos US$ 110 o barril. A valorização da commodity reacendeu preocupações inflacionárias e redesenhou expectativas para a política monetária, levando os rendimentos dos Treasuries. títulos do Tesouro americano, a subir, dando sustentação ao dólar. Na Europa as bolsas encerraram em baixa, enquanto os investidores americanos aguardam a decisão do Federal Reserve.

Por aqui, o ambiente externo adverso se soma à espera pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), reforçando uma postura de cautela ao longo da curva de juros futuros. A alta do petróleo eleva os riscos inflacionários e reduz o espaço para cortes mais profundos da Selic, movimento que se traduz em abertura da curva de juros e fortalecimento do dólar frente ao real.

Na bolsa, o Ibovespa opera pressionado, com rotação setorial clara: ações ligadas ao petróleo encontram suporte nos preços internacionais da commodity, enquanto papéis mais sensíveis ao ciclo econômico e à taxa de juros seguem penalizados.

Entre os destaques do pregão na B3, o noticiário corporativo dita o ritmo dos negócios e provoca movimentos acentuados entre setores. As ações da Vale (VALE3) figuram entre as principais quedas após divulgação do seu balanço do 1T26.

Bancos acompanham o viés negativo, refletindo tanto resultados considerados mais fracos no trimestre quanto a abertura dos juros futuros, além de ajustes de fluxo de investidores estrangeiros.

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