A sessão lá fora ganha tom mais defensivo com o petróleo subindo e reavivando o debate de inflação mais resistente e, por consequência, juros altos por mais tempo. Com isso, os Treasuries, títulos do Tesouro americano, voltam a subir e o dólar se fortalece como ativo de proteção, enquanto bolsas em Nova York e Europa perdem fôlego após altas recentes, com realização mais visível no setor de tecnologia.
No pano de fundo, dados de inflação nos EUA vieram firmes (especialmente nos núcleos), reforçando uma postura cautelosa do Banco Central americano. O resultado é um “mix” típico de aversão a risco: juros futuros globais para cima e moedas emergentes mais pressionadas.
No Brasil, a sessão combina o cenário externo junto de um Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dentro do esperado no número cheio, mas com composição menos confortável, ajudando a sustentar a leitura de que há pouco espaço para alívio relevante da Selic adiante.
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A curva de juros futuros abre ao longo dos vencimentos, com o mercado voltando a precificar taxa terminal mais elevada, o que pesa sobre ativos de risco e mantém o investidor mais seletivo. Na Bolsa, por volta das 14h, o Ibovespa recuava 1% ao redor dos 180 mil pontos, enquanto o dólar avançava em linha com o exterior e atuação do BC com operações para liquidez/rolagem.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, o pregão é marcado pela safra de balanços: Petrobras (PETR3; PETR4) cede com realização após divulgação de resultados, limitando o suporte que normalmente viria do petróleo mais caro, enquanto Hapvida (HAPV3) sobe e Natura (NTCO3) também recua. Em mineração e bancos, prevalece viés negativo: Vale (VALE3) acompanha a queda do minério e o financeiro opera mais pesado com a abertura da curva de juros.
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