Os mercados globais começam a semana em compasso de espera, com maior aversão a risco após a volta de ruídos em uma rota estratégica de escoamento de petróleo no Oriente Médio, o que reacendeu preocupações de oferta e empurrou a commodity para alta ao redor de 4%–5%.
Com isso, ações ligadas a energia se destacam, enquanto as Bolsas em Nova York e Europa recuam na sessão, e a curva de Treasuries, títulos do Tesouro americano, não mostra direção única. No câmbio global, o dólar fica mais “de lado”, dividido entre a busca pontual por proteção e a expectativa por eventos de política monetária nos EUA, incluindo a sabatina do indicado ao comando do Federal Reserve, o banco central dos EUA
. Na Ásia, o banco central chinês manteve as taxas de referência (LPR) inalteradas, reforçando um pano de fundo de cautela, mas sem gatilhos adicionais de volatilidade.
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No Brasil, a alta do petróleo ajuda o Ibovespa, que opera próximo da estabilidade, um pouco abaixo dos 196 mil pontos, com forte contribuição de Petrobras (PETR3; PETR4) acompanhando o movimento da commodity. A sessão também é marcada por liquidez reduzida às vésperas do feriado, o que ajuda a explicar movimentos mais contidos entre os demais papéis.
No câmbio, o dólar à vista fica praticamente estável ao redor de R$ 4,98, com o real encontrando suporte tanto no diferencial de juros (carry) quanto na melhora dos termos de troca trazida pela disparada do petróleo. Já os juros futuros sobem de forma moderada, refletindo o aumento do prêmio por inflação: além do choque de energia, o Focus mostrou revisão para cima nas medianas de Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e Selic, mantendo a curva mais sensível a riscos.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, o setor de petróleo puxa a ponta positiva: Petrobras avança junto com o salto do Brent, e outras petroleiras também acompanham. Na direção oposta, Vale (VALE3) recua apesar do minério firme, em um pregão em que o investidor parece menos disposto a risco e acompanha o tom mais defensivo visto em mineradoras globais.
Com os Depósitos Interfinanceiros (DIs) pressionados, ações mais sensíveis a juros—como varejo e construção—aparecem entre as quedas. No noticiário corporativo, Vamos (VAMO3) se destaca após sinalizar avanço no aumento de capital; Braskem (BRKM5) sobe com o mercado digerindo mudanças no bloco de controle e possíveis próximos passos de reorganização.
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