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Comportamento

Larissa Quaresma, da Empiricus: como é ser mulher no mercado financeiro

Conheça a história da analista e head de educação da Empiricus

Por Jenne Andrade

09/11/2021 | 18:03 Atualização: 09/11/2021 | 18:03

Larissa Quaresma (Foto: Renzo Fredi)
Larissa Quaresma (Foto: Renzo Fredi)

Em meados de 2007 e 2008, em Belo Horizonte (MG), uma menina de 14 anos ia repetidamente às bancas de jornais para ler as manchetes do dia. Seu caderno favorito, de economia, trazia notícias como essas:

Leia mais:
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  • Camila Farani: "Diversidade é agenda urgente das empresas"
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“Estados Unidos seguem firmes apesar de crise imobiliária” (O Estado de S. Paulo, 12 de março de 2007, página 22)

“EUA preocupam, mas sem recessão” (O Estado de S. Paulo, 18 de novembro de 2007, página 31)

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“Bolsas dos EUA têm fortes quedas” (O Estado de S. Paulo, 09 de janeiro de 2008, página 22)

O contexto das reportagens era a grave crise imobiliária dos Estados Unidos, conhecida como ‘Crise do Subprime’, que contagiou mercados pelo mundo após a falência do banco de investimentos Lehman Brothers. O S&P 500 registrou queda de 38,5% somente em 2008, enquanto o Ibovespa desabou 41% no período.

Sem os vários canais digitais de conteúdo e investimentos em tempo real de hoje, acompanhar e entender o mercado financeiro doméstico e internacional não era uma tarefa fácil – em especial para alguém que ainda estava no início da adolescência. Larissa Quaresma, que hoje é analista da carteira ESG da Empiricus e head do setor de educação, era uma exceção em um País que possuía, até então, apenas 536,4 mil pessoas físicas na Bolsa. Dentre estas, pouco mais de 150 mil mulheres.

“Eu fui entendendo que era uma questão de títulos podres que estavam sendo vendidos como títulos de risco de crédito baixo. E quando a inadimplência começou a subir, ficou claro que seria um efeito cascata e tudo isso gerou uma crise de confiança muito grande nos títulos ligados ao mercado imobiliário americano”, afirma Quaresma. “Na época eu achei sensacional. Então, fui atrás de entender, estudar, sempre lendo livros e revistas, pedindo para os meus pais assinarem os jornais para mim. Eu acompanhava o mercado assim.”

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O interesse espontâneo no mercado financeiro surpreendeu familiares e amigos. O pai da analista, Heliomar Quaresma, é auditor de formação e trabalhou por anos dentro das ‘big four’ (como são chamadas as quatro maiores auditorias do mundo), mas depois enveredou para o setor de educação. Já a mãe, Suzana Quaresma, deixou a carreira na área comercial da antiga Fininvest para se dedicar ao lar quando Larissa e a irmã nasceram.

“Meu pai tinha uma visão muito grande de negócios, empreendedorismo e liderança, mas não de mercado financeiro. Ele até teve um pequeno contato ali na auditoria, que é uma indústria de apoio ao setor financeiro”, conta Quaresma. “Foi muito da minha curiosidade mesmo.”

Mesmo sendo de uma área correlatata, o pai foi o grande mentor da carreira da especialista. “Claro, ele não é bilionário, um Abílio Diniz, mas por ter vindo de uma família tão humilde e ter tido um ‘delta’ de sucesso enorme na vida, se tornou uma grande referência para mim”, afirma Quaresma. “Ele me ajudou, como podia.”

Onde estão as mulheres de negócios?

A escolha por construir uma carreira dentro do mercado financeiro foi natural. Depois de desistir do curso de engenharia, em que passou em primeiro lugar na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Quaresma entrou, também em primeiro lugar, em administração na Ibmec.

“Na primeira disciplina de Engenharia nós tínhamos que fazer um trabalho sobre como é a atuação de um engenheiro de produção na prática. Fui parar lá em Sete Lagoas, interior de Minas, para visitar uma fábrica de caminhões, e eu já fiquei me perguntando o que estava fazendo lá, não tinha nada a ver comigo”, afirma Quaresma. “Eu poderia estar estudando macroeconomia, microeconomia, marketing, administração, eu queria entender de negócios. Joguei minha nota de vestibular na Ibmec e lá fiz, e amei o curso.”

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Na faculdade, Quaresma foi uma das poucas mulheres da administração, mas isso não a assustou. “Meu pai sempre dizia que para mulher era mais difícil, que não bastava ser boa, tinha que ser duas vezes melhor, até o porque o preconceito era muito grande. Então eu sempre tive uma visão super realista em relação a isso” afirma. “O que eu sempre senti mais falta era essa questão da referência.”

A especialista ressalta a escassez de representatividade feminina nas áreas de negócios, não só dentro das salas de aula, mas nas leituras recomendadas para os alunos. Os livros de investimentos da universidade, por exemplo, eram todos escritos por homens. A maioria das biografias também eram sobre a vida de especialistas homens.

“Isso me incomodava mais do que a convivência (na faculdade, com poucas mulheres) em si. Aliás, até hoje me incomoda”, explica Quaresma.

Esse incômodo levou a então estudante do 5º período de administração da Ibmec até Stanford, para um ‘summer course’ (cursos mais curtos em universidades estrangeiras) de empreendedorismo tecnológico e lideranças femininas. Lá conheceu uma das primeiras referências acadêmicas femininas, a professora Rebeca Hwang, que vinha de uma família muito tradicional da Coreia do Sul.

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“É uma sociedade hiper machista, mais do que no Brasil. E lá eles têm uma espécie de ‘espada’ que é passada de geração em geração na família, para o filho homem primogênito. Caso não tenha um filho homem, o clã se interrompe. E essa professora é caçula de duas irmãs”, conta. “E quando a mãe dela ficou grávida dela e descobriu que era mulher, ela e o marido choraram de tristeza.”

Com isso, a docente decidiu provar para os pais que ter uma filha mulher era, na verdade, um presente. “Ela falava muito sobre isso na aula dela, que era de ‘forjar significados’, ou seja, levar a vida para frente, ser o que quiser, não se importar com o destino que traçaram para você. Isso me marcou muito, coloquei na minha cabeça que ninguém me impediria de chegar onde eu queria, foi um momento importante na minha formação”, diz Quaresma.

Rede de apoio feminina

Ainda durante o curso, Quaresma estagiou em uma startup de educação e em um dos então poucos fundos de investimento de Belo Horizonte, o FIR Capital, em assessoria e M&A. A ideia era aprender valuation, uma das ‘hard skills’ quantitativas mais requisitadas para profissionais do mercado financeiro.

No final da faculdade, em dezembro de 2017, passou para o disputado Trainee do Credit Suisse. “Eu vi que em BH não tinha como eu crescer, então eu comecei a fazer processos seletivos em São Paulo”, afirma Quaresma. “Eu fiz 15 processos seletivos de Trainee, passei em três e escolhi o do Credit Suisse Brasil. Foi difícil, virei finais de semana estudando, viajei para São Paulo para participar das etapas.”

A analista começou a atuar na área de Investment Banking (assessoria para fusões e aquisições), mas não se encontrou no segmento. “Não tive fit cultural (alinhamento de valores) com o banco, que é uma cultura comercial muito agressiva, de muita competitividade entre os membros da equipe. Para o business, acho que é até o ideal, mas eu sempre trabalhei em ambientes muito colaborativos e aquilo me incomodou um pouco”, afirma Quaresma.

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O perfil de trabalho em uma assessoria de M&As, mais comercial do que analítico, foi um dos pontos que fez a especialista decidir virar a carreira de cabeça para baixo. Com cerca de 1 ano de Credit Suisse, Quaresma decidiu deixar a instituição e recomeçar a carreira. O primeiro passo para essa ‘virada’ foi contatar justamente profissionais mulheres do mercado financeiro.

“Eu vi que precisava trabalhar com mulheres. A área de Investment Banking do Credit Suisse era formada por 28 homens e duas mulheres”, ressalta Quaresma. “Comecei a procurar nomes no LinkedIn.”

A primeira profissional a abrir portas para Quaresma foi Patrícia Moraes, que tinha acabado de sair do JPMorgan Chase & Co para fundar o family office da família Trajano, a Unbox Capital. “Mesmo que não fosse com venture capital que eu queria trabalhar, decidi que precisava falar com ela, saber como ela chegou onde chegou, conhecer as pessoas que ela conhece”, diz a analista. “Aí mandei uma mensagem no LinkedIn, que foi respondida uma semana depois.”

As duas marcaram uma conversa no escritório de Moraes, na Faria Lima. O bate-papo rendeu uma apresentação à Nina Falzoni, fundadora da We Capital, que conhecia muitos gestores de fundos de ações. “Mandei uma outra mensagem no LinkedIn para a Nina, que é um crânio, uma mulher inteligentíssima, e ela me indicou três fundos. Gostei muito do pessoal da Núcleo Capital, onde fiquei trabalhando 1 ano e meio. Desenvolvi um arcabouço técnico, uma profundidade analítica muito grande”, explica Quaresma.

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Por ser uma gestora consolidada, a Núcleo Capital passa por uma fase mais madura do negócio. O ponto positivo, contudo, limitava o espaço de atuação da hoje head de educação da Empiricus. Em uma conversa com o gestor da empresa, Luis Soares, o assunto foi abordado.

“Ele disse que estava sentido que estava faltando alguma coisa para mim, já que eu tinha um lado comercial e empreendedor que não conseguia desenvolver na Núcleo. E eu não entendia, porque eu adorava lá”, afirma Quaresma. “Então ele me deu um livro do Felipe Miranda (CIO e estrategista-chefe da Empiricus).”

Não é o que parece ser

A reação inicial foi de estranheza e ceticismo. “Felipe Miranda? Eu vim da Faria Lima profissional”, disse Quaresma ao sócio da Núcleo. Por insistência do então ‘chefe’, a analista deu uma chance ao livro.

“Ele (Luis Soares) me respondeu para ter calma. Disse que o Felipe era, na realidade, diferente do que parecia ser”, explica Quaresma. “Aí eu fui lendo, e na 15ª página já estava boquiaberta, porque era uma profundidade digna de qualquer gestor profissional. O nível técnico do Felipe é muito alto e eu fiquei impressionada, porque não é a imagem que temos.”

Pouco tempo depois, Soares fez a ponte entre Quaresma e Felipe Miranda. “O Felipe simplesmente me perguntou o que eu queria fazer na Empiricus. Disse que eu poderia ser analista, que tinha uma parte de educação começando, redes sociais, e eu respondi que queria fazer tudo ao mesmo tempo”, afirma Quaresma. “E hoje sou analista e na paralela estou liderando a área de educação, que está se tornando algo mais sério com o tempo. Estou nessa agenda de profissionalizar os MBAs da Empiricus.”

Para Quaresma, a realização não é um ponto de chegada e, sim, um caminho – que todas as mulheres são capazes de traçar. “É um círculo vicioso. Quanto mais referências mulheres, teremos mais mulheres chegando na base e mais mulheres no topo. Na minha visão, falta coragem para colocar mais combustível e fazer essa roda girar, coragem de se achar capaz, fazer acontecer, é um fator muito importante.”

 

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