O volume também é 57% maior que o registrado em janeiro de 2019, antes da crise do coronavírus, quando 144,2 mil foram afetados. É importante ressaltar que a alta de cancelamentos acontece mesmo com 3 milhões de passageiros a menos em relação ao período pré-pandemia. Em janeiro de 2019, houve 9,2 milhões de viajantes, contra 6,2 milhões no primeiro mês deste ano.
Outro dado preocupante é em relação ao número de passageiros elegíveis a indenizações por atrasos e cancelamentos. Segundo a AirHelp, 170 mil pessoas estariam aptas a processar as companhias aéreas, ante 31 mil em janeiro de 2021 e 144 mil em janeiro de 2019.
Como ficam as ações?
Na Bolsa, os papéis das companhias aéreas e de turismo seguem em terreno positivo. Azul (AZUL4), GOL (GOLL4) e CVC (CVCB3) acumulam altas de 21%, 15% e 10% em 2022. Ainda assim, a recomendação para os investidores seria ter cautela.
De acordo com Jansen Costa, sócio-fundador da Fatorial Investimentos, além da alta de cancelamento, a escalada do petróleo também joga contra o setor.
“O petróleo está nas máximas históricas e combustível é um item que pesa bastante para as companhias aéreas”, afirma. “E independentemente de o voo não estar cheio, o avião decola. Isso é prejudicial para as receitas das aéreas. É uma posição que não mantemos na carteira dos nossos clientes”, afirma Costa.