Em relatório, os analistas Thiago Lofiego, Isabella Vasconcelos e Camilla Barder afirmam que outra rodada de aumentos de US$ 20-30/t no preço da celulose não pode ser descartada devido às condições de oferta apertadas e à demanda ainda saudável.
Segundo os profissionais, interrupções de fornecimento continuam a ocorrer, como o acidente na fábrica OKI da APP, dificultando os embarques (provavelmente 6 meses para normalizar); o impacto de cerca de 800 mil toneladas no fornecimento de celulose de fibra curta devido à menor produção finlandesa; e embarques de celulose canadenses impactados por restrições logísticas ferroviárias.
“A iniciativa de aumento de preços da Suzano corrobora nossa visão mais positiva e fora do consenso sobre a dinâmica do mercado de celulose para o restante de 2022 e 2023, sustentado pelo contínuo desempenho inferior da oferta, reabastecimento do consumidor (principalmente fabricantes de papel chineses) e implementação gradual de aumento de preço do papel, à medida que a atividade aumenta na China“, destacam.
Os analistas esperam que os preços de celulose superem amplamente as expectativas do mercado. “Nossas estimativas de preço de celulose de fibra curta em US$ 775/t e 730/t em 2022/23 é muito maior do que o consenso em cerca de US$ 700/600/t”, afirmam.
Suzano é a principal escolha do banco no setor, com recomendação outperform (equivalente a compra) e preço-alvo de R$ 80, o que representa um potencial de alta de 75,3% sobre o último fechamento.