• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

O que os blogs não te contam sobre viajar para a Grécia

Se você tem o país na sua lista de destinos, precisa ler essas dicas antes de embarcar

Por Valéria Bretas

02/07/2022 | 6:00 Atualização: 04/07/2022 | 18:45

Receba esta Coluna no seu e-mail
Ilha de Santorini, na Grécia (Foto: Valéria Bretas)
Ilha de Santorini, na Grécia (Foto: Valéria Bretas)

Sol, descanso, praias paradisíacas e imersão na terra dos grandes filósofos formam o imaginário de um paraíso turístico para quem tem planos de viajar para a Grécia. Mas a experiência não é exatamente essa.

Leia mais:
  • As técnicas para economizar muito com passagens aéreas
  • Como foi viajar pela Europa durante a pandemia
Cotações
12/02/2026 7h50 (delay 15min)
Câmbio
12/02/2026 7h50 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Há dois anos, quando a pandemia ganhou tração no Brasil, as operadoras de turismo passaram a oferecer pacotes de viagens pela metade do preço para gerar caixa e sobreviver ao lockdown. Desde março de 2020, o setor acumula um prejuízo de R$ 515 bilhões, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A estratégia deu certo e muitos brasileiros aproveitaram o período para programar férias visando o longo prazo. E eu faço parte dessa estatística!

Publicidade

Comprei um pacote da Hurb de 9 dias em Atenas, Santorini e Mykonos por R$ 2,8 mil – com voo, hospedagem e transporte entre os destinos inclusos. Confesso que a insegurança bateu, já que somente a passagem aérea para a Grécia tem um ticket médio de R$ 7 mil. Veja dicas da especialista Ana Stier para economizar com passagens

A boa notícia é que o teste de aproveitar um dos famosos “pacotes com preços mágicos” funcionou. A data de embarque foi confirmada no prazo de 45 dias antes da ida, como preveem as regras da compra, e recebi todas as orientações sobre hotéis e transporte em um documento único via e-mail.

Aqui deixo um ponto de destaque: considerando o preço do transporte de barco entre as ilhas (aproximadamente 50 euros cada trecho / cerca de R$ 900 correspondente ao meu deslocamento total), o trajeto de ferry representou aproximadamente um terço do valor total do pacote Hurb. Em termos financeiros, portanto, o custo-benefício é alto e a compra foi um grande acerto.

Mas há um outro lado da moeda que os blogs não te contam sobre a “viagem dos sonhos”.

  Ver essa foto no Instagram   Uma publicação compartilhada por Valéria Bretas (@valeriabretas)

Tenha cuidado com furtos em Atenas

Viajo há mais de uma década e sempre faço questão de utilizar o transporte público das cidades. Na minha visão, se perder um pouco pelas estações de metrô ou nos terminais de ônibus é uma das melhores formas de conhecer mais sobre o destino, hábitos locais e sentir a cultura de outro país.

Publicidade

Em Atenas? Melhor evitar!

Antes de explicar, faço um disclaimer importante. Conversei com a polícia, taxistas, moradores locais e até pessoas em situação de rua para ter uma percepção mais correta sobre a segurança na cidade.

Viajei com a minha mãe e uma amiga que mora nos Estados Unidos. O nosso primeiro dia já ficou marcado: abriram uma das mochilas do grupo e furtaram uma quantidade significativa de euros. Passados quinze minutos, em frente a Ágora de Atenas, uma das principais atrações, percebo uma mulher abrindo o zíper da minha bolsa (não tinha nada, já que uso doleira no exterior e você deveria fazer o mesmo para evitar problemas). Deixei o local, mas observei de longe que ela repetia o comportamento com outros turistas.

Essa experiência acendeu um sinal vermelho e passei a conversar mais com as pessoas. Pelo menos cinco gregos foram firmes na orientação de não andar com mochilas nas costas e ter pouco dinheiro na carteira. Passaporte, nem pensar.

Publicidade

A recomendação geral foi de ficar longe das estações de metrô porque a polícia de Atenas perdeu o controle da segurança. Criminosos entram em bando nos vagões para roubar os turistas (um policial confirmou os relatos). É evidente que não paguei para ver, mas, com tantas pessoas alertando sobre o transporte público, ficamos longe e sem arriscar.

Se a cidade estiver no seu roteiro, portanto, lembre de andar com uma bolsa menor, sempre na frente do corpo e evite o metrô. Você não vai encontrar problemas em termos de assalto e roubo direto, mas o índice de furtos é alto. Atenção!

Vá preparado para gastar com transfer

A locomoção é o ponto mais complexo da viagem, mas já chego lá. De início, é importante saber que tudo o que é economizado com souvenirs e restaurantes baratos, será compensado nos transfers.

Em geral, o transporte público não é bom na Grécia (principalmente em Atenas, como citei). Isso significa que você precisa incluir o transporte de embarque e desembarque de cada cidade ou ilha no roteiro.

Não conte com uma linha de ônibus para chegar até o aeroporto ou para o porto de partida do ferry. Táxi e transfer são as melhores opções, mas são desembolsados de 30 a 40 euros por cada trecho. Quem vai sozinho tende a sofrer um pouco mais nesse aspecto.

Publicidade

Depois de comparar os preços, fica aqui uma boa dica. Há dois sites que oferecem serviço de transfer com cotação em tempo real: o Welcome Pickups e Get Your Guide.

Utilizei os dois durante a viagem e paguei mais barato do que a tarifa de um taxista local.

Além do preço, outra vantagem é ter a certeza de encontrar um motorista, que estará pontualmente no local com o seu nome sinalizado (os portos são extremamente desorganizados e o tempo de espera nas filas é alto).

O ferry é prático, mas exige atenção e muitos cuidados

É comum pensar que o trajeto de uma ilha grega para a outra é simples e prático, mas não é. Dependendo do seu roteiro, o deslocamento entre os arquipélagos pode ultrapassar oito horas de viagem. Você está disposto a perder um dia? É importante pensar.

Existem duas formas de chegar até as ilhas: voos e ferrys. E é aqui que o seu desafio começa. Mesmo como uma viajante experiente, por pouco não fiquei presa um dia a mais em uma das ilhas por falta de organização das empresas que oferecem as passagens.

Publicidade

Escolher o melhor horário de embarque e rota vai exigir paciência e muita pesquisa. Os pontos de parada dos ferrys são identificados por nome do porto, ou seja, a mesma ilha pode ter mais de um local de desembarque e esse detalhe faz a diferença se você não prestar atenção. Anote todos os nomes, horário de partida e a sua chegada no destino.

Existem diversas empresas que fornecem os tickets, como a Seajets, Blue Star Ferries, Golden Star Ferries e Ferries in Greece. A compra pode ser feita pelo site ou presencial em um dos balcões, mas aqui vai mais um ponto de atenção. Não deixe para comprar a sua passagem de última hora! Os portos são lotados, há muitos passageiros e você pode não conseguir embarcar no horário previsto.

Além disso, é extremamente importante acompanhar se há atualizações sobre o horário de embarque do seu barco. O Hurb facilitou metade do caminho ao emitir parte dos meus tickets de ferry, mas senti a necessidade de confirmar as informações, mais uma vez, no dia da viagem.

Para a minha surpresa, o trecho programado para às 15h mudou para às 12h – que seria a última embarcação do dia – sem aviso prévio. Por sorte, fiz esse acompanhamento de itinerário pelo site da companhia, mas poderia ter ficado presa na ilha e perdido um dia no outro local.

Publicidade

Avalie se há um aeroporto na ilha de destino. O ferry é confortável, as instalações são boas, mas você pode gastar mais tempo do que gostaria para se locomover.

Se locomover é mais difícil do que parece

A oferta de táxis em Atenas é suficiente para não depender do aluguel de um carro. Saiba, porém, que grande parte não utiliza taxímetro e a cobrança é feita sem padrão – isso significa que você só vai saber o preço no final do percurso. Em geral, os motoristas cobram um preço justo. Por lá, recomendo procurar um hotel próximo da região de Acrópole, o principal monumento da cidade, e fazer os passeios caminhando.

Por outro lado, em Mykonos e Santorini, a história é outra. Já fica o aviso que os aplicativos de transporte coletivo, como Uber, não funcionam bem e a opção de táxi é limitada, com poucos veículos disponíveis nas ilhas.

Há linhas de ônibus e seaboat (barco táxi), mas ambos com poucas paradas e horários definidos. Depois das 23h, por exemplo, a linha para de funcionar e dificilmente você vai encontrar um táxi para retornar ao hotel ou pousada.

A melhor saída é alugar um carro ou quadriciclo – o preço é o mesmo. Ao optar pela locação, escolha veículos menores porque as estradas são estreitas e as ruas bem apertadas. Vale destacar que dirigir na Grécia pode não ser tão simples para todo motorista habilitado, principalmente pelo volume de congestionamento, via estreita com passagem de mão dupla e a proximidade de precipícios perigosos. Alugamos por dois dias e as paisagens são indescritíveis.

E se você quer economizar, evite as locadoras globais. Há inúmeras empresas locais com promoções e o valor sai bem mais em conta. Pode confiar!

Simpatia? depende

Na minha opinião, o Brasil sempre será referência em termos de simpatia e acolhimento. Esperava pelo menos um pouco dessa tratativa nas cidades e ilhas gregas, principalmente pelo fato de a economia do país girar em função do turismo.

Neste ponto, os relatos são distintos. Um colega jornalista viajou na mesma semana que eu e passou pelos mesmos lugares, mas a experiência foi outra. Enquanto ele e a namorada viveram o excesso do bom atendimento nos hotéis e restaurantes, o meu grupo lidou constantemente com descaso e grosseria. A ilha de Santorini salvou a viagem, com humor e clima bem diferentes do que encontramos em Atenas e Mykonos.

É evidente que o tratamento é o menor dos problemas, mas saiba que Mykonos é um dos locais mais badalados do Mediterrâneo e os turistas são considerados notas de euros ambulantes. Prepare o bolso.

Algumas conclusões para quem chegou até aqui

A Grécia é um país esplêndido e singular, com paisagens de tirar o fôlego. Fato!

Mas não é um destino fácil para viajantes de primeira leva e vai exigir um roteiro bem planejado e feito com atenção. Talvez não seja o melhor lugar para uma lua de mel, por exemplo. Há muita dificuldade em termos de locomoção e o acesso aos hotéis exige pensar em malas menores – as principais hospedagens em Santorini demandam uma escalada superior a 100 degraus. Imagina subir e descer, sem ajuda, com uma mala de 23kg e outra de 10kg? Não é nada fácil.

Conversei com outros turistas que estavam de passagem via cruzeiro. Para quem tem intenção de relaxar e aproveitar as férias sem preocupação, essa pode ser uma escolha mais segura.

Se você for para a Grécia, não deixe de me procurar no Instagram e contar mais sobre a sua experiência.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • passagens aéreas
  • Turismo

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje renova recorde histórico após payroll nos EUA e falas de Galípolo

  • 2

    Ouro e dividendos: ainda faz sentido investir no metal em 2026?

  • 3

    IPCA de janeiro reforça cenário para corte maior da Selic; veja o impacto nos investimentos

  • 4

    Lucro da BB Seguridade cresce, mas não anima; Genial rebaixa recomendação e Citi e BBA projetam 2026 desafiador

  • 5

    Ibovespa hoje cai e perde os 186 mil pontos com IPCA, Haddad e dados dos EUA no foco

Publicidade

Quer ler as Colunas de Valéria Bretas em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Aposentados INSS 2026: os pagamentos de fevereiro já começaram?
Logo E-Investidor
Aposentados INSS 2026: os pagamentos de fevereiro já começaram?
Imagem principal sobre o Saldo retido FGTS: segunda etapa de pagamentos para nascidos entre setembro e dezembro começou
Logo E-Investidor
Saldo retido FGTS: segunda etapa de pagamentos para nascidos entre setembro e dezembro começou
Imagem principal sobre o Conta de luz cara? Saiba como economizar com a sua geladeira
Logo E-Investidor
Conta de luz cara? Saiba como economizar com a sua geladeira
Imagem principal sobre o Bolsa Família realiza pagamentos nesta semana? Entenda
Logo E-Investidor
Bolsa Família realiza pagamentos nesta semana? Entenda
Imagem principal sobre o 5 pontos facultativos no 1º semestre 2026
Logo E-Investidor
5 pontos facultativos no 1º semestre 2026
Imagem principal sobre o 4 feriados nacionais no 1º semestre 2026
Logo E-Investidor
4 feriados nacionais no 1º semestre 2026
Imagem principal sobre o Show do Bad Bunny: qual o valor dos ingressos? Veja se todos os lotes já esgotaram
Logo E-Investidor
Show do Bad Bunny: qual o valor dos ingressos? Veja se todos os lotes já esgotaram
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Últimas: Colunas
Queda estrutural da inflação vai precisar de alguns anos de atingimento da nova meta
Marcelo Toledo
Queda estrutural da inflação vai precisar de alguns anos de atingimento da nova meta

Queda do IPCA abre espaço para cortes na Selic, mas desafios estruturais seguem no radar

11/02/2026 | 16h25 | Por Marcelo Toledo
Thiago de Aragão: O ponto cego do mercado de títulos do Tesouro dos EUA
Thiago de Aragão
Thiago de Aragão: O ponto cego do mercado de títulos do Tesouro dos EUA

A operação de basis sustenta a liquidez dos Treasuries, mas alavancagem elevada e novas regras podem virar risco sistêmico

11/02/2026 | 14h23 | Por Thiago de Aragão
Na escolinha dos bancos, o Itaú é o melhor aluno da turma e o resto só assiste
Katherine Rivas
Na escolinha dos bancos, o Itaú é o melhor aluno da turma e o resto só assiste

Banco empilha resultados fortes, lidera em rentabilidade e mostra por que ainda está anos à frente da concorrência

10/02/2026 | 18h08 | Por Katherine Rivas
Aos traumatizados do Master, há alternativa – e não é outro CDB
Luciana Seabra
Aos traumatizados do Master, há alternativa – e não é outro CDB

Caso do Banco Master expõe riscos ignorados em CDBs e reforça a importância de entender crédito privado antes de investir

10/02/2026 | 14h43 | Por Luciana Seabra

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador