• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Por que proximidade com a China é uma aventura complexa para o Brasil

Diplomaticamente, o Brasil se aproxima da China e cria tensões com EUA e países da Europa

Por Thiago de Aragão

26/04/2023 | 8:45 Atualização: 26/04/2023 | 8:45

Receba esta Coluna no seu e-mail
Aproximação entre Brasil e China também pode nos tornar dependentes tecnologicamente dos chineses. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Aproximação entre Brasil e China também pode nos tornar dependentes tecnologicamente dos chineses. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Brasil se tornou comercialmente dependente da China a partir de 2008. Se, por um lado, isso é visto como uma grande vitória, pois gerou um crescimento robusto do agronegócio brasileiro, além da ampliação da balança comercial, por outro, qualquer situação de dependência nas relações internacionais é problemática por definição. Essa dependência comercial apenas cresceu de 2008 para cá, independentemente do presidente Lula e de seu posicionamento ideológico.

Leia mais:
  • Lula precisa entender que política externa é coisa séria
  • Com apoio parlamentar, Lula pode reverter as reformas dos últimos anos?
Cotações
16/05/2026 8h08 (delay 15min)
Câmbio
16/05/2026 8h08 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A grande mudança nessa visita de Lula à China foi o aprofundamento no alinhamento diplomático e geopolítico. O mundo mudou bastante desde os dois primeiros mandatos de Lula. Em 2003, 2005, 2008, o alinhamento com a China era pragmático e comercial. Durante as gestões Lula 1 e Lula 2, as tensões entre os americanos e os chineses eram restritas a universos não públicos.

Naquela época, posicionar-se fortemente a favor da China em temas diplomáticos ou políticos trazia poucas consequências perceptíveis, pois o mundo era outro. Agora, Lula toma uma posição que o coloca num desconforto desnecessário. Ao se alinhar geopoliticamente (em relação a Taiwan) e tecnologicamente (desenvolvimento de chips semicondutores, 6G, satélites etc.) com a China, ele embarca numa aventura da qual será muito complexo sair.

Publicidade

Em temas geopolíticos e tecnológicos, não existe equidistância. Lula, ao se abraçar com o desenvolvimento tecnológico chinês, afasta-se dos Estados Unidos e, possivelmente, fecha algumas portas de empresas americanas e europeias para determinados projetos no Brasil. Não se trata de algo ruim ou bom, mas factual.

O Brasil inaugura uma nova fase, em que, desenvolvendo parcerias em tecnologias sensíveis com a China, estimula a dependência tecnológica e o País se vê preso à determinada matriz tecnológica. Pode-se argumentar sobre os benefícios e prejuízos dessa aproximação. Os inúmeros acordos assinados devem ser vistos com ceticismo. Dilma Rousseff, enquanto presidente, assinou dezenas de acordos com os chineses, incluindo a Trans-Pacífica.

Memorandos de entendimento não representam grande coisa e a maioria deles nunca saiu do papel. Mais importante do que o que foi assinado é o que foi dito. Lula, ao se posicionar a favor do abandono do dólar em transações comerciais, posiciona-se como porta-bandeira daquilo que a China mais quer que aconteça. Saindo do papel ou não, os Estados Unidos, que é o outro grande parceiro do Brasil, não se esquecerá.

O governo brasileiro hoje, pode-se dizer publicamente, está mais próximo e mais aliado da China que dos Estados Unidos. Isso é inédito e imenso na história recente do nosso País. Enquanto as tensões seguem como tensões, o impacto negativo disso em relação aos Estados Unidos e à Europa pode ser controlado.

Publicidade

Num aprofundamento dessas tensões, eventuais conflitos diretos e indiretos, aprofundamento em sanções e retaliações, o Brasil já estará preso num compromisso que, se tentar desfazer, poderá piorar bastante a situação. Sem escolher lado, o Brasil seguiria usufruindo de tudo o que as duas superpotências e seus aliados pudessem oferecer. Escolhendo um lado, o Brasil deve torcer para as tensões não piorarem, pois aí o preço das alianças pode ser colocado à mesa.

Enquanto o aprofundamento dos laços com a China ainda não pode ser considerado nem “bom” nem “ruim”, o posicionamento a favor da Rússia na Guerra da Ucrânia pegou o mundo de surpresa, inclusive os russos. Naturalmente, a diplomacia brasileira pode argumentar que não tomou posição ao lado dos russos, mas, nas relações internacionais, tudo o que foi feito e dito nas últimas semanas coloca o Brasil como o grande trunfo e a melhor notícia que Vladimir Putin poderia ter em meses.

Se a ideia era mediar, isso foi por água abaixo. Combinar com o invasor um plano de paz para com o invadido não traz credibilidade nem seriedade na comunidade internacional. Quando Sergey Lavrov, ministro de Relações Exteriores da Rússia, diz que “o plano do Brasil atende aos interesses russos”, ele imediatamente anula o plano do Brasil como viável.

Defender a cessão permanente da Crimeia para os russos, a fim de acelerar um acordo de paz, não só soou bizarro para Vladimir Zelensky, como também para entusiastas de Lula na Europa, como Emmanuel Macron, na França, e Olaf Scholz, na Alemanha. Lula deu um passo muito ousado.

Publicidade

A percebida aliança com a Rússia impactará diretamente a percepção da comunidade internacional mesmo em temas não correlatos. Após o fim do governo Jair Bolsonaro (PL), no qual a política externa liderada por Ernesto Araújo durante a maior parte do governo foi vista como confusa e sem direção, os Estados Unidos, a União Europeia e a própria China viram a vitória de Lula como um indício de pragmatismo e neutralidade estratégica.

Isso atendia aos interesses do Brasil em relação a todos os atores internacionais. O pragmatismo e a neutralidade estratégica somem, contudo, em construções como as feitas com a Rússia nos últimos dias. O impacto negativo disso? Os países que condenaram a invasão russa à Ucrânia e que, ao mesmo tempo, deram crédito e saudaram com apreço a volta de Lula à Presidência passam a observar o governo brasileiro com mais dúvidas, pé atrás e até decepção.

Isso pode afetar diretamente a forma como estão sendo conduzidas as negociações entre o Brasil e os países europeus em temas não correlatos à geopolítica europeia, caso do Acordo UE-Mercosul. Na política externa, o silêncio é, muitas vezes, a resposta mais estratégica que existe. A ida de Lula à China não causaria tanto desconforto aos Estados Unidos se as declarações públicas tivessem sido mais contidas.

No caso da Rússia, o que foi dito não pode ser desdito e coloca um selo em Lula que, no mínimo, causará dúvidas e questionamentos sobre os reais interesses da política externa brasileira.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Brasil
  • China
  • Conteúdo E-Investidor
  • EUA
  • Europa
  • Governo
  • Lula
  • Tecnologia

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Governo avança na regulamentação da reforma tributária; veja as novidades

  • 2

    Ibovespa hoje sobe após estresse político com Flávio Bolsonaro

  • 3

    Regulação aperta e blockchain busca espaço no sistema financeiro tradicional: o que vem por aí?

  • 4

    Santander passa a financiar até 90% do valor do imóvel

  • 5

    Ações do Banco do Brasil (BBAS3) ficam no zero a zero após balanço fraco e lucro 53% menor

Publicidade

Quer ler as Colunas de Thiago de Aragão em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Mega-Sena 30 anos: o prêmio do sorteio comemorativo pode acumular igual à extração regular?
Logo E-Investidor
Mega-Sena 30 anos: o prêmio do sorteio comemorativo pode acumular igual à extração regular?
Imagem principal sobre o 2º lote da restituição do IR 2026: veja a data exata do pagamento
Logo E-Investidor
2º lote da restituição do IR 2026: veja a data exata do pagamento
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: muitos idosos não sabem desta regra sobre a declaração
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: muitos idosos não sabem desta regra sobre a declaração
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: idosos com mais de 70 anos estão livres da declaração? Entenda como funciona
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: idosos com mais de 70 anos estão livres da declaração? Entenda como funciona
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: esta é a multa que você pode pagar, caso atrase a declaração
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: esta é a multa que você pode pagar, caso atrase a declaração
Imagem principal sobre o Desenrola 2.0: veja em quantas vezes é possível parcelar o contrato
Logo E-Investidor
Desenrola 2.0: veja em quantas vezes é possível parcelar o contrato
Imagem principal sobre o Desenrola Brasil 2.0: o que se sabe sobre o programa para ajudar pessoas endividadas
Logo E-Investidor
Desenrola Brasil 2.0: o que se sabe sobre o programa para ajudar pessoas endividadas
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: idosos acima de 70 anos com atividade rural podem ser obrigados a declarar
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: idosos acima de 70 anos com atividade rural podem ser obrigados a declarar
Últimas: Colunas
Humanos livres ou pets de luxo? O erro de Elon Musk
Ana Paula Hornos
Humanos livres ou pets de luxo? O erro de Elon Musk

Se máquinas produzirem tudo, o que restará do trabalho, da autonomia e do sentido de existir humano?

16/05/2026 | 06h30 | Por Ana Paula Hornos
O Brasil que desperta o interesse do mundo dos negócios e da inovação
Carol Paiffer
O Brasil que desperta o interesse do mundo dos negócios e da inovação

Quando investidores internacionais olham para o País, eles enxergam oportunidade financeira, criatividade aplicada aos negócios e inovação cultural

15/05/2026 | 09h30 | Por Carol Paiffer
OPINIÃO: Bets e a economia da dependência: quem lucra com o prejuízo do brasileiro
Fabrizio Gueratto
OPINIÃO: Bets e a economia da dependência: quem lucra com o prejuízo do brasileiro

Como apostas online viraram fonte de receita para governo, empresas e futebol — e o impacto disso no consumo e no endividamento

14/05/2026 | 12h00 | Por Fabrizio Gueratto
O próximo grande mercado do Brasil não está no crédito, mas na autonomia financeira das mulheres
Espaço do Especialista
O próximo grande mercado do Brasil não está no crédito, mas na autonomia financeira das mulheres

O desafio não começa na renda, mas em enxergar a mulher como investidora e tomadora de decisão

13/05/2026 | 17h05 | Por Daniella Marques, ex-Presidente da Caixa Econômica Federal

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador