• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Bolha inflacionária e equilíbrio fiscal: independência ou morte?

Estamos caminhando para uma bolha, sem dúvidas, o problema é tentar adivinhar quando ela estourará

Por Louise Barsi

31/03/2021 | 7:23 Atualização: 31/03/2021 | 7:29

Receba esta Coluna no seu e-mail
Mulher com máscara para se proteger de coronavírus observa gráfico com seta vermelha caindo (Foto: Pixabay)
Mulher com máscara para se proteger de coronavírus observa gráfico com seta vermelha caindo (Foto: Pixabay)

Desde o fatídico grito do Ipiranga, o Brasil se autoproclamou independente, pelo menos no que tange à sua soberania nacional. No campo econômico, no entanto, a história nos prova o contrário. Períodos de crise são tão frequentes que a maioria já se acostumou a não pensar no longo prazo. E porque o faríamos, se até o passado é incerto por aqui?

Leia mais:
  • Quando você deve usar o seu caixa de oportunidades
  • Pesquisa do Me Poupe, de Nathalia Arcuri, revela perfil das investidoras brasileiras
  • Rodrigo Abreu: A vitória deste ano foi reconquistar a confiança dos investidores
Cotações
03/04/2026 12h05 (delay 15min)
Câmbio
03/04/2026 12h05 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A verdade é que a cada década nos tornamos reféns de armadilhas que criamos para nós mesmos. Dos fantasmas mais recentes, os mais doloridos são sem dúvida os problemas com a dívida externa nos anos 1980, conhecida como a década perdida; a hiperinflação, estagnação do PIB (fenômeno batizado de estagflação) e o confisco da poupança nos anos 1990. Sem contar a crise cambial do início dos anos 2000, quando abandonamos o regime de bandas cambiais para o flutuante.

A salvação da pátria viria com o tripé macroeconômico, que instituiu a política monetária como protagonista. Por muito tempo convivemos com a cultura rentista, de juros altíssimos para controle da inflação. Do outro lado, a política fiscal cada vez mais austera buscou controlar os gastos desenfreados da máquina pública.

Publicidade

A crise de 2008, no entanto, mudou essa dinâmica. Enquanto o quantitative easing (QE) despejou mais de US$ 2 trilhões no sistema financeiro americano, a política fiscal se tornava extremamente expansionista, com diversos incentivos na redução de impostos e programas sociais. Desde então os economistas do mainstream profetizam a criação de uma bolha inflacionária, agravada pelo alto endividamento medido pela dívida pública em relação ao PIB (hoje de 100% nos EUA).

Alguns investidores conhecidos, como Ray Dalio, já chamam atenção para o excesso de liquidez no mundo há algum tempo e são categóricos em afirmar que o mercado americano está próximo de uma bolha. Aqui no país, uma das vozes mais importantes entre os gestores, Luis Stuhlberger, pensa diferente. Para ele, o Brasil não está próximo de uma bolha, simplesmente porque o movimento que estamos vendo é produto de um novo patamar de taxa de juros. Mesmo que a Selic volte a subir, Stuhlberger acredita que não veremos dois dígitos tão cedo e esse crescimento do número de investidores seguirá crescendo.

Como boa admiradora da escola austríaca que sou, acredito que toda essa liquidez cobrará o seu preço, alguém vai pagar a conta e será salgada. Estamos caminhando para uma bolha, sem dúvidas, o problema é tentar adivinhar quando ela estourará. Fato é, para variar, não há consenso entre os especialistas (coloque 3 economistas em uma sala e teremos 4 opiniões diferentes).

Questionar as nossas ‘certezas’ e buscar conhecimento fora da zona de conforto faz parte do processo. E justamente por não estar totalmente convencida das minhas convicções, busquei por vozes que destoassem da minha.

Publicidade

Bom, o fantasma que tem aterrorizado o mercado brasileiro desta vez tem justamente relação com o tema que estamos tratando: o tão falado rompimento do teto de gastos. Será que não podemos aprender nada com a política fiscal expansionista da última década? Afinal, falamos de uma possível bolha há quase 10 anos…

É com esta simples pergunta que André Lara Resende tem desafiado a ideologia tradicional. E ele não está sozinho, outros economistas renomados e antes defensores da contenção dos investimentos públicos, como Bernanke e Summers têm se rendido aos diversos sinais de que uma economia fiscal expansionista pode não ser tão maléfica assim. Prova disto são os pacotes de estímulos contra a
pandemia nos EUA, que já equivalem a cerca de 25% do PIB ou mais de US$ 5 trilhões em um ano.

A tese defendida por Resende é simples: “enquanto houver capacidade ociosa e desemprego, o investimento público não concorrerá com o investimento privado. A política monetária é incapaz de estimular a economia quando a taxa de juros já está muito baixa. A insistência numa política monetária expansionista, perto do limite inferior dos juros, corre risco de provocar um excesso de euforia nos mercados financeiros, sem qualquer efeito sobre a demanda agregada e o nível de atividade”.

Em outras palavras, que a responsabilidade fiscal seja instrumento para refinar a qualidade e a eficiência dos gastos públicos. A independência e não a morte do Estado. Não à toa, a aposta (exagerada na minha opinião) do Banco Central em taxas de juros extremamente baixas dependia do sucesso das importantes reformas que tínhamos em andamento, como a administrativa e a tributária.

Publicidade

Até o momento apenas flertamos com o fiscalismo, a única iniciativa para aliviar a recessão e a crise humanitária da pandemia que tivemos por aqui se deu através do auxílio emergencial, fundamental para que atravessássemos a turbulência. O mercado acionário reagiu, mas a euforia é apenas verdadeira no mundo financeiro, não há aderência com os investimentos reais.

Então, chegamos à conclusão, será que realmente estamos caminhando para uma bolha? A resposta é: acredito que sim. Mas mais importante e menos obvio será determinarmos em que velocidade. Particularmente acredito que a solução não está no mandato atual, tudo dependerá da escolha que fizermos em 2022…

Se não optarmos por um caminho que inclua propostas de políticas públicas sérias que garantam uma recuperação econômica sustentada, nossos problemas nos alcançarão mais rápido do que estamos imaginando.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Banco do Brasil sofre com agro, mas guerra no Irã pode virar o jogo; e os dividendos?

  • 2

    Carteiras recomendadas: com R$ 53 bilhões de fluxo, estrangeiros ditam o tom da Bolsa brasileira em abril

  • 3

    Inédito: Estadão lança treinamento virtual que alia inteligência fiscal na prática à construção de patrimônio

  • 4

    Ibovespa hoje encerra estável ante incertezas; ameaça de Trump ao Irã faz petróleo disparar

Publicidade

Quer ler as Colunas de Louise Barsi em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: relembre quantas apostas ganharam no ano passado
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: relembre quantas apostas ganharam no ano passado
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: valor do prêmio aumenta; veja quanto
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: valor do prêmio aumenta; veja quanto
Imagem principal sobre o Onde solicitar o seguro-desemprego?
Logo E-Investidor
Onde solicitar o seguro-desemprego?
Imagem principal sobre o Bolsa Família bloqueado: quanto tempo a família tem para resolver o problema?
Logo E-Investidor
Bolsa Família bloqueado: quanto tempo a família tem para resolver o problema?
Imagem principal sobre o Bolsa Família bloqueado? Entenda o que acontece se situação não for resolvida no prazo
Logo E-Investidor
Bolsa Família bloqueado? Entenda o que acontece se situação não for resolvida no prazo
Imagem principal sobre o O número do PIS não apareceu na Carteira de Trabalho Digital? Entenda o que pode ser
Logo E-Investidor
O número do PIS não apareceu na Carteira de Trabalho Digital? Entenda o que pode ser
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: quais alunos do ensino médio podem sacar R$ 1.000 no fim do ano?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: quais alunos do ensino médio podem sacar R$ 1.000 no fim do ano?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: por quanto tempo o benefício pode ficar bloqueado?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: por quanto tempo o benefício pode ficar bloqueado?
Últimas: Colunas
Os diversos tipos de capital para a bioeconomia na Amazônia
Fernanda Camargo
Os diversos tipos de capital para a bioeconomia na Amazônia

Não basta dinheiro, negócios sustentáveis dependem de lideranças locais, formação de equipes, capacidade de gestão, sucessão, governança e execução

03/04/2026 | 08h00 | Por Fernanda Camargo
Investir em saúde é investir no futuro
Carol Paiffer
Investir em saúde é investir no futuro

Da prevenção ao bem-estar, saúde se consolida como um investimento estratégico que gera oportunidades de mercado

03/04/2026 | 07h00 | Por Carol Paiffer
Guerra no Oriente Médio: os cenários para o petróleo e como investir em cada um
William Eid
Guerra no Oriente Médio: os cenários para o petróleo e como investir em cada um

Do choque energético ao alívio nos mercados, o conflito pode redesenhar inflação, juros, bolsas e crédito — e exige ajustes na carteira

02/04/2026 | 17h06 | Por William Eid
É seguro investir via SCP com rentabilidade de até 25% ao ano?
Fabrizio Gueratto
É seguro investir via SCP com rentabilidade de até 25% ao ano?

Sem estrutura correta, investidor pode responder por dívidas. Entenda a Sociedade em Conta de Participação

02/04/2026 | 14h05 | Por Fabrizio Gueratto

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador