No câmbio, o dólar mostra viés de alta frente às principais moedas, acompanhando a firme elevação dos rendimentos dos títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano, os Treasuries, após o discurso mais duro do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) ontem – veja mais aqui.
Mais cedo, o contrato futuro do petróleo Brent subia mais de 5%, renovando máximas recentes, enquanto o minério de ferro encerrou a sessão em Dalian com queda de 0,55%, a US$ 117,49 por tonelada, em ajuste após a volatilidade das commodities metálicas.
No ambiente doméstico, os mercados tendem a repercutir a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual e sinalizou espaço para novos cortes, ainda que condicionados ao cenário externo mais incerto.
A curva de juros pode sofrer inclinação adicional, influenciada tanto pelo salto do petróleo quanto pelo aumento dos rendimentos (yields) americanos.
Além disso, o dia começa com quedas no EWZ, principal Fundo Negociado em Bolsa (ETF) do Brasil, e nos Recibos de Depósito Americano (ADRs) da Vale (VALE3) no pré mercado, enquanto Petrobras (PETR4) e Itaú mostram alta, conforme o fluxo observado em Nova York.
Investidores também acompanham a sequência de intervenções do Tesouro nos leilões de títulos, em meio à volatilidade recente, e as discussões envolvendo caminhoneiros sobre possíveis medidas para evitar paralisações ao longo do dia.