• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Comportamento

A revolução das fintechs está deixando as mulheres de fora

Explosão de aplicativos e plataformas de investimento fracassou na tarefa de reduzir a desigualdade de gênero

Por E-Investidor

07/06/2021 | 17:35 Atualização: 07/06/2021 | 17:35

Foto: Evanto Elements
Foto: Evanto Elements

(Elisa Martinuzzi/Bloomberg) – Em tese, a tecnologia deveria ampliar o acesso a serviços financeiros e ajudar a eliminar desigualdades econômicas. Até o momento, porém, a explosão de aplicativos de bancos e plataformas de investimento fracassou na tarefa de reduzir um abismo que insiste em prosseguir: a diferença entre gêneros quando o assunto é inclusão financeira. Legisladores e legisladoras deveriam ficar atentos a esse fenômeno. Na recuperação pós-pandemia, não será possível esperar que o mercado de fintechs tome a iniciativa de apoiar o empoderamento feminino.

Leia mais:
  • Rumo aos 2 milhões: corretoras tentam ampliar número de mulheres na B3
  • Cinco mulheres que influenciam os investimentos mundiais
  • Quem tem medo das mulheres no mercado financeiro?
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A inclusão financeira de mulheres está mais atrasada que a dos homens em diversos aspectos. Como exemplo, elas possuem menos ativos do que eles – e têm também uma probabilidade menor de investir em ativos mais arriscados (e de maior retorno), como ações. Uma análise feita em 2019 pela empresa alemã Comdirect, que oferece serviços de corretagem online, mostrou que a plataforma conta com três investidores homens para cada mulher. Nos Estados Unidos, o aplicativo de trading Robinhood Markets tomou o mercado acionário de assalto este ano. Segundo eles, as mulheres representam apenas 30% de seus clientes ativos.

Uma explicação frequente para essas diferenças é que o grau de alfabetização financeira é menor entre mulheres. Mas estudos recentes mostram: embora as mulheres, em média, conheçam menos o jargão e as minúcias dos produtos financeiros, essa justificativa esclarece apenas parte da diferença entre gêneros na participação no mercado de investimentos.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Usando dados do banco central holandês, um estudo publicado em abril pelo National Bureau of Economic Research (Escritório Nacional de Pesquisa Econômica) revela que a sensação de confiança dos investidores desempenha um papel importante. Ao responder perguntas de múltipla escolha sobre finanças, as mulheres têm uma probabilidade maior de responder “não sei”, quando comparadas aos homens. No entanto, quando essa alternativa não é incluída nas respostas possíveis, as mulheres com frequência dão a resposta correta – reduzindo consideravelmente a diferença nos conhecimentos sobre o mundo das finanças. Com efeito, os pesquisadores concluíram que quase um terço da lacuna entre gêneros pode ser atribuída à falta de confiança.

Leia também: Mulheres e o mercado financeiro: a necessidade de democratizar e equilibrar esse cenário

Outro trabalho mostrou que a postura em relação a tecnologia e preços também tem influência sobre adoção de ferramentas financeiras. Partindo de entrevistas com 27 mil pessoas de 28 países, um estudo conduzido pelo Bank for International Settlements (Banco de Liquidações Internacionais) mostrou que 29% dos homens afirmam usar produtos e serviços de fintechs, em comparação com 21% de mulheres. É uma diferença de oito pontos percentuais, semelhante à distância entre gêneros nos titulares de contas bancárias tradicionais.

A lacuna continua entre entrevistados que moram sozinhos, o que derruba a ideia de que as mulheres deixam as decisões financeiras a cargo de seus companheiros. E persiste também entre pessoas empregadas, que têm diversas contas – sugerindo que a diferença não se deve à falta de recursos ou de familiaridade com serviços financeiros.

Publicidade

Os pesquisadores, no entanto, encontraram outras diferenças capazes de elucidar o fenômeno. As mulheres parecem se sentir menos à vontade em compartilhar dados, e menos interessadas em ofertas mais baratas. Elas também estão menos dispostas a experimentar bancos digitais – mesmo que lhe proponham um produto mais adequado a seu estilo de vida. Quando essas diferenças são desconsideradas, a distância entre os sexos cai de oito para apenas dois pontos percentuais.

Comportamento financeiro feminino

É difícil chegar a uma conclusão sobre o que está por trás dessas variações no comportamento financeiro, conforme atestam os autores do estudo. Algumas evidências mostram que a aversão a risco é maior entre mulheres do que entre homens. Se isso for verdade, é possível que os produtos das fintechs fiquem mais atraentes para elas à medida que se firmarem no mercado e passarem a ser mais bem regulados. Medidas como a legislação europeia de proteção de dados, a GDPR (que se tornou um padrão global), podem ajudar. Mas conquistar essa confiança leva tempo. Não raro, as mulheres sofrem discriminação quando tomam empréstimos, e o aumento no uso da tecnologia para decidir quem recebe crédito não reduziu essa preocupação. Ainda há um longo caminho pela frente até que mulheres e minorias parem de sentir que a tecnologia trabalha contra elas.

Enquanto isso, encontrar formas de turbinar a confiança das investidoras em seus conhecimentos financeiros pode ajudar a aproximá-las de serviços mais amplos e variados. Isso porque até uma pequena sensação de insegurança pode resultar em grandes diferenças de renda ao longo de toda uma vida adulta.

Há uma ferramenta relativamente simples de legislação, com potencial para apoiar as mulheres: direcionar mais recursos para start-ups financeiras fundadas e comandadas por elas. Em sua imensa maioria, os produtos oferecidos por fintechs são projetados por profissionais com o mesmo perfil: homens brancos e jovens, muitos deles oriundos de consultorias e com diplomas de MBA. Investir em mais empresas que tenham mulheres à frente pode ser um passo importante para ampliar os serviços e produtos existentes e garantir que as necessidades financeiras específicas das mulheres sejam finalmente atendidas.

De acordo com o Global Gender Gap Report (Relatório Global de Diferença entre Gêneros) de 2021, a pandemia ampliou as desigualdades entre homens e mulheres, em diversos aspectos: participação na economia, grau de escolaridade, situação de saúde e poder político. Enquanto isso, a revolução das fintechs segue varrendo o planeta – e cabe a legisladores garantir que metade da população mundial não seja deixada para trás.

Publicidade

Tradução de Beatriz Velloso

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Banco digital
  • Conteúdo E-Investidor
  • Fintech
  • Investimentos
  • Pesquisa
Cotações
10/02/2026 1h02 (delay 15min)
Câmbio
10/02/2026 1h02 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Os melhores cartões de crédito de 2026 para milhas, cashback e mais vantagens

  • 2

    O luxo do isolamento total: por que investidores estão comprando vilas inteiras na Europa

  • 3

    Ibovespa hoje encerra acima de 186 mil pontos e atinge novo recorde de fechamento

  • 4

    Violência patrimonial e financeira contra Idosos: como identificar abusos e proteger a autonomia na velhice

  • 5

    Filho de Warren Buffett só descobriu que o pai era bilionário depois dos 20 anos

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o FGTS Digital: veja os 3 tipos de certificados que são aceitos
Logo E-Investidor
FGTS Digital: veja os 3 tipos de certificados que são aceitos
Imagem principal sobre o FGTS Digital: como funciona a assinatura de documentos no sistema?
Logo E-Investidor
FGTS Digital: como funciona a assinatura de documentos no sistema?
Imagem principal sobre o FGTS Digital: passo a passo prático para acessar a plataforma
Logo E-Investidor
FGTS Digital: passo a passo prático para acessar a plataforma
Imagem principal sobre o Bolsa Família 2026: como saber se fui aprovado no programa?
Logo E-Investidor
Bolsa Família 2026: como saber se fui aprovado no programa?
Imagem principal sobre o Calendário 2026 do Abono Salarial PIS/PASEP
Logo E-Investidor
Calendário 2026 do Abono Salarial PIS/PASEP
Imagem principal sobre o Bolsa Família 2026: veja o calendário de pagamento do mês de fevereiro
Logo E-Investidor
Bolsa Família 2026: veja o calendário de pagamento do mês de fevereiro
Imagem principal sobre o Aposentados INSS: veja calendário de fevereiro 2026 para quem recebe acima do salário mínimo
Logo E-Investidor
Aposentados INSS: veja calendário de fevereiro 2026 para quem recebe acima do salário mínimo
Imagem principal sobre o FGTS Digital: o que é e para que serve?
Logo E-Investidor
FGTS Digital: o que é e para que serve?
Últimas: Comportamento
Filho de Warren Buffett só descobriu que o pai era bilionário depois dos 20 anos
Comportamento
Filho de Warren Buffett só descobriu que o pai era bilionário depois dos 20 anos

Peter Buffett conta como cresceu longe do luxo e por que a fortuna do pai nunca definiu sua vida

08/02/2026 | 06h30 | Por Sydney Lake, da Fortune
O luxo do isolamento total: por que investidores estão comprando vilas inteiras na Europa
Comportamento
O luxo do isolamento total: por que investidores estão comprando vilas inteiras na Europa

De Espanha a Portugal, aldeias esquecidas ganham segunda vida ao atrair empresários, fundos e empresas em busca de autenticidade, silêncio e desconexão

07/02/2026 | 07h30 | Por Brent Crane, da Fortune
Os melhores cartões de crédito de 2026 para milhas, cashback e mais vantagens
Comportamento
Os melhores cartões de crédito de 2026 para milhas, cashback e mais vantagens

Veja as opções para diferentes perfis de clientes: os que preferem cartões para investback até aqueles que buscam isenção de anuidade

07/02/2026 | 05h30 | Por Luíza Lanza
Filho de Warren Buffett sinaliza mudança na filantropia com doação de US$ 150 bilhões
Comportamento
Filho de Warren Buffett sinaliza mudança na filantropia com doação de US$ 150 bilhões

Fundação filantrópica de Howard, a Howard G. Buffett Foundation já desembolsou mais de US$ 1 bilhão em ajuda à Ucrânia

06/02/2026 | 18h29 | Por Jake Angelo, da Fortune

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador