Com a decisão, o limite de renda da Faixa 4 subiu de R$ 12 mil para R$ 13 mil mensais. Criada no ano passado, essa modalidade deve passar a contemplar cerca de 8 mil novas famílias, segundo estimativas do conselho. Também houve reajustes nas demais faixas: a
- Faixa 1 passou de R$ 2.850 para R$ 3.200 (+12%);
- Faixa 2 de R$ 4.700 para R$ 5 mil (+9%); e
- A Faixa 3 de R$ 8.600 para R$ 9.600 (+12%), o que pode permitir a entrada de mais de 30 mil famílias adicionais no programa.
Além dos limites de renda, o conselho aprovou mudanças nos valores máximos dos imóveis financiados. Para as Faixas 1 e 2, os tetos permanecem entre R$ 210 mil e R$ 275 mil. Já na Faixa 3, o valor máximo subiu de R$ 350 mil para R$ 400 mil (alta de 14%). Na Faixa 4, houve um aumento mais expressivo: o teto passou de R$ 500 mil para R$ 600 mil (alta de 20%).
Segundo o secretário-executivo do Ministério das Cidades e conselheiro do FGTS, Antônio Vladimir Moura Lima, as mudanças não devem gerar impacto financeiro adicional relevante para o fundo. De acordo com ele, o ajuste nos limites de renda e nos preços dos imóveis deve provocar um impacto de cerca de R$ 500 milhões no orçamento de descontos e de R$ 3,6 bilhões nas operações onerosas, valor que será suportado pelos recursos já disponíveis no Fundo Social.
Os financiamentos do Minha Casa Minha Vida contam com recursos do Fundo Social, que destina cerca de R$ 31 bilhões ao programa.
*Com informações da Agência Brasil