A ata do Copom sinalizou que a magnitude e a duração do ciclo de cortes da Selic serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações sejam incorporadas à análise. A autoridade monetária também afirmou que analisou as opções para o ritmo de início do ciclo, concluindo que, naquele momento, a redução de 25 pontos-base seria a mais adequada.
“Não me parece um ciclo curto: uma redução entre 200 e 250 pontos-base deve estar no radar. A condução, porém, passa a ser muito dependente do dia a dia. Se o conflito for rápido e houver recuo do petróleo, com câmbio voltando a apreciar, abre espaço para a continuidade dos cortes, ainda que gradual”, avalia Silvia Ludmer, economista-chefe do Andbank.
No exterior, os contratos futuros de petróleo, que haviam recuado mais de 10% no pregão anterior, voltaram a subir nesta terça-feira. O barril de WTI para maio avançou 4,79%, a US$ 92,35, na Nymex, enquanto o Brent para junho subiu 4,49%, a US$ 100,23, na ICE, em meio à continuidade dos ataques entre Israel e Irã, após o país persa negar que possui negociações em andamento com os Estados Unidos.
As ações de petroleiras subiram na Bolsa brasileira. A Petrobras (PETR3;PETR4) avançou 2,51% nas ações ordinárias (PETR3) e 2,69% nas preferenciais (PETR4). A Prio (PRIO3) teve alta de 2,53% a R$ 67,63 e a Brava (BRAV3) subiu 1,94%, a R$ 17,84, enquanto a PetroReconcavo (RECV3) encerrou em leve valorização de 0,07% a R$ 13,09.
Em Nova York, o Dow Jones recuou 0,18%, o S&P 500 cedeu 0,37% e o Nasdaq registrou baixa de 0,84%. Em meio à volatilidade do petróleo, as companhias aéreas fecharam sem sinal único, após terem se beneficiado da queda da commodity na véspera. A American Airlines e a United Airlines cederam 0,93% e 0,43%, respectivamente. A Delta subiu 2,33%. Entre as empresas petroleiras, a Chevron ganhou 0,77% e a ExxonMobil, 2,64%.
No mercado doméstico de câmbio, o dólar hoje fechou em alta de 0,28% cotado a R$ 5,2553. “O movimento refletiu a deterioração do ambiente de risco global diante da incerteza sobre a efetividade das negociações entre Estados Unidos e Irã”, avalia Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
As maiores altas do Ibovespa hoje
As três ações que mais valorizaram no dia foram Minerva (BEEF3), MBRF (MBRF3) e Braskem (BRKM5).
Minerva (BEEF3): 4,8%, R$ 4,15
As ações da Minerva (BEEF3) registraram a maior alta do Ibovespa hoje e dispararam 4,8% a R$ 4,15, em dia positivo para o setor de frigoríficos na Bolsa brasileira.
A BEEF3 está em baixa de -19,92% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 27,43%.
MBRF (MBRF3): 3,37%, R$ 19,62
Quem também se saiu bem foi a MBRF (MBRF3), com alta de 3,37% a R$ 19,62. Na última sessão, os ativos da companhia já haviam disparado 14,34% e liderado os ganhos do índice da B3.
A MBRF3 está em baixa de 3,92% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 0,55%.
Braskem (BRKM5): 3,2%, R$ 10,97
Outro destaque positivo do dia foi a Braskem (BRKM5), que registrou valorização de 3,2% a R$ 10,97. A empresa divulga o seu balanço do quarto trimestre na próxima quinta-feira (26).
A BRKM5 está em alta de 14,39% no mês. No ano, acumula uma valorização de 39,04%.
As maiores quedas do Ibovespa hoje
As três ações que mais desvalorizaram no dia foram Azzas 2154 (AZZA3), Rumo (RAIL3) e Embraer (EMBJ3).
Azzas 2154 (AZZA3): -2,83%, R$ 26,8
As ações da Azzas 2154 (AZZA3) registraram a pior baixa do Ibovespa hoje e cederam 2,83% a R$ 26,8.
A AZZA3 está em alta de 2,87% no mês. No ano, acumula uma valorização de 7%.
Rumo (RAIL3): -1,96%, R$ 16,52
Os papéis da Rumo (RAIL3), por sua vez, recuaram 1,96% a R$ 16,52. “Dentre as baixas, tivemos empresas mais sensíveis aos juros, que caíram após a ata mais dura do Copom”, avalia Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos.
A RAIL3 está em alta de 3,44% no mês. No ano, acumula uma valorização de 11,92%.
Embraer (EMBJ3): -1,84%, R$ 75,94
Os ativos da Embraer (EMBJ3) completaram os destaques negativos do Ibovespa hoje e cederam 1,84% a R$ 75,94. Na véspera, a XP elevou a recomendação da empresa de neutra para compra, com preço-alvo de R$ 92, mas o movimento não foi suficiente para animar as ações.
A EMBJ3 está em baixa de 16,73% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 13,14%.
*Com Estadão Conteúdo