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Educação Financeira

Por que a conta entre carreira, maternidade e dinheiro ainda não fecha?

No programa Da Conta Delas, especialistas discutem o "custo invisível" da maternidade na carreira e a urgência de mudanças estruturais para garantir a autonomia financeira feminina

Por Geovana Pagel

02/04/2026 | 9:41 Atualização: 02/04/2026 | 9:41

A maternidade muda a rotina, o corpo, a cabeça e, de forma profunda, a relação da mulher com o trabalho e as finanças. No programa “Da Conta Delas”, a discussão partiu justamente desse ponto: para muitas brasileiras, ter filhos ainda significa lidar com uma conta que raramente fecha, marcada por custos invisíveis como a perda de renda, de oportunidades e de autonomia.

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Em uma conversa franca, Carolina Cavenaghi, fundadora e CEO da Fin4She, e Flávia Meireles, analista de research da Ágora, compartilharam experiências pessoais e analisaram os principais obstáculos enfrentados por mães no mercado de trabalho.

As duas pertencem a uma geração criada sob o ideal de independência financeira, em que o sucesso profissional era visto como um caminho linear. A maternidade, no entanto, impôs um recálculo de rota. Carolina fundou a própria empresa a partir das reflexões provocadas pela experiência de ser mãe, enquanto Flávia sentiu o impacto de cuidar de gêmeos ao mesmo tempo em que mantinha sua trajetória no mercado financeiro.

Um dos conceitos centrais da discussão é o chamado fundo de volatilidade. A ideia, segundo Flávia, é que mulheres se preparem para períodos de maior instabilidade na carreira após a chegada dos filhos, criando reservas para lidar com aumento de custos e imprevistos. Esse planejamento, porém, esbarra em um dado relevante: mais de 50% das mulheres são as principais responsáveis financeiras por seus lares. Ainda assim, são frequentemente as primeiras a desacelerar ou interromper a carreira para cuidar de filhos ou de pais idosos, fenômeno conhecido como geração sanduíche.

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Penalidade da maternidade ainda persiste

A conversa também destacou que o mercado de trabalho ainda impõe rótulos velados às mães, muitas vezes associando a maternidade a menor disponibilidade ou desempenho, mesmo quando os resultados são entregues. Carolina citou a percepção de que homens brancos costumam ser promovidos pelo potencial, enquanto mulheres precisam comprovar desempenho de forma contínua antes de alcançar o mesmo reconhecimento.

A desigualdade também aparece no planejamento familiar. Após duas gestações próximas, Carolina relata que sua carreira exigiu adaptações e sofreu impactos diretos. Já a trajetória de seu marido seguiu sem alterações relevantes, apesar das mesmas decisões de vida.

Entre os principais pontos discutidos, especialistas destacam que mulheres acumulam o cuidado não remunerado de filhos e de pais idosos, o que reduz o tempo disponível para a carreira e compromete o planejamento financeiro de longo prazo. Também apontam a necessidade de substituir a ideia de ajuda do parceiro pela corresponsabilidade nas tarefas domésticas e no cuidado com os filhos.

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Outro ponto central é a importância da independência financeira como ferramenta de proteção. Ter autonomia sobre o próprio dinheiro amplia a capacidade de negociação dentro de casa e permite escolhas mais sustentáveis para o cuidado com os filhos.

Há ainda um consenso sobre o papel das empresas. A discussão sobre licença-maternidade precisa avançar para o conceito de parentalidade, incentivando também os homens a exercerem plenamente seu papel de pais, sem receio de impactos na carreira.

Modelos de trabalho mais flexíveis, como o híbrido, também são vistos como fundamentais para garantir produtividade sem abrir mão da saúde mental e da organização familiar.

Enquanto a criação dos filhos continuar sendo tratada como uma responsabilidade individual das mulheres, e não como um compromisso coletivo, a conta da maternidade seguirá desigual.

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