Segundo Gustavo Gorenstein, CEO da Jeeves no Brasil, o Jeeves Instant Pay conta com uma infraestrutura lastreada em stablecoins e opera sob padrões de conformidade corporativa, incluindo controles de prevenção à lavagem de dinheiro (AML) de acordo com os marcos regulatórios aplicáveis.
Esses mecanismos, segundo ele, viabilizam a segurança e o processo de conversão do dinheiro fiduciário em ativo digital quase em tempo real para pagamentos em mais de 190 países. “A empresa não precisa investir ou ter stablecoins na carteira para usar o produto”, ressalta Gorenstein. “Pagar taxas bancárias elevadas e esperar dois dias para liquidar um pagamento não é mais sustentável”, acrescenta.
As stablecoins são criptomoedas que buscam manter seu valor igual ao de uma moeda fiduciária, como o dólar, e carregam a tecnologia necessária para reduzir o tempo e o custo das operações transfronteiriças. Ou seja, por meio da rede blockchain (sistema onde as transações de criptomoedas são registradas), as pessoas ou empresas podem realizar operações financeiras para qualquer lugar do mundo em tempo real.
No Brasil, com a alta do IOF para 3,5% no ano passado, os brasileiros passaram a recorrer às criptomoedas como uma forma de driblar o pagamento do imposto em transações internacionais. O movimento ajudou a popularizar a compra desses ativos no País. Segundo dados da plataforma Índice Biscoint, apenas em 2026, os investidores movimentaram R$ 32 bilhões em USDT (Tether) e USDC (Circle), as duas maiores stablecoins dolarizadas do mercado cripto.
No entanto, o novo regulamento do Banco Central (BC) para ativos digitais, que entrou em vigor em fevereiro deste ano, abriu espaço para o governo federal cobrar o IOF sobre as transações internacionais realizadas com stablecoins. Diante da possibilidade, Gorenstein disse que a fintech deve viabilizar, em breve, a oferta de cartões de crédito também baseados em stablecoins, mas com emissão nos Estados Unidos.
Segundo ele, o produto será vinculado à conta digital na Jeeves e não exigirá que os clientes tenham sede em território americano. “A conta digital fora do Brasil já é realidade para as empresas brasileiras que atendemos. O cartão de crédito emitido nos Estados Unidos deve ser lançado neste trimestre”, afima o CEO da Jeeves.