As Bolsas lá fora atravessam a sessão com viés indeterminado, refletindo um comportamento típico de dia em que o noticiário sobre tensões geopolíticas alterna sinais de negociação e ruídos, o que mantém os investidores em modo de espera.
Em Wall Street, o desempenho é misto, com a tecnologia mostrando mais firmeza e ajudando o Nasdaq, segunda maior Bolsa de valores do mundo, a se destacar, enquanto o restante do mercado segue mais comedido. Nos juros globais, os rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro americano, sobem de forma leve, sinalizando ajuste após movimentos recentes e reforçando a leitura de incerteza sobre inflação e crescimento.
No câmbio, o dólar opera estável com o índice DXY contido, sem tração para uma tendência clara, e as commodities alternam direção: o petróleo apresenta leve alta, mas trabalha abaixo de US$ 100 e reage ao noticiário e a dados de estoques.
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No Brasil, após renovar máximas históricas na véspera, o Ibovespa perde fôlego e devolve parte do ganho, em um movimento de realização que ganha tração extra com o vencimento de opções, ampliando a volatilidade intradiária. A curva de juros futuros mostra um desenho dividido: os vencimentos curtos ficam mais comportados, enquanto as taxas intermediárias e longas sobem em linha com o exterior e com a reprecificação do risco inflacionário.
Do lado dos dados, as vendas do varejo vieram abaixo do esperado, o que ajuda a conter a ponta curta, mas não anula a pressão vinda dos preços. Isso porque o Índice Geral de Preços 10 (IGP-10) acelerou forte (2,94% em abril), com destaque para gasolina, reforçando o debate sobre repasses e mantendo a parte longa mais sensível.
No câmbio, o real passa o dia em compasso lateral: o dólar acompanha a oscilação externa e a acomodação do petróleo, enquanto fluxo comercial, minério de ferro em alta e o diferencial de juros ainda favorecem entradas e limitam estresse. Com isso, por volta das 14h (de Brasília), o Ibovespa caia 0,77%, aos 197.124 pontos.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, o pregão é marcado por blue chips sem direção única, com rotação setorial e alguma realização após a sequência recente de altas do índice. Entre as ações ligadas a commodities, Petrobras (PETR3; PETR4) recua mesmo com o Brent em terreno positivo, e o restante das ações ligada ao petróleo acompanha o tom mais cauteloso; Vale (VALE3) sustenta estabilidade com apoio do minério de ferro.
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No setor de consumo, Renner (LREN3) e C&A (CEAB3) cedem após números mais fracos em vestuário e em meio a ruídos regulatórios sobre jornada de trabalho, que elevam o prêmio de risco para o varejo. Na ponta positiva, Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) ganham tração com notícia corporativa e leitura de demanda do segmento; já MBRF (MBRF3) despenca após grande bloco negociado, pressionando o papel no curto prazo.
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